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Investidores dos EUA mostram otimismo com varejistas brasileiras, diz BTG

Mercado Livre, Assaí, Renner e Raia Drogasil são as empresas em destaque, aponta o relatório

Investidores dos EUA mostram otimismo com varejistas brasileiras, diz BTG
Varejo. (Foto: Envato Elements)

Os investidores dos EUA estão otimistas com empresas varejistas diante da perspectiva macroeconômica no Brasil. É o que notaram os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Pedro Lima, do BTG Pactual (BPAC11), em visita aos Estados Unidos. “Havia claramente um cenário menos avesso ao risco no final do ano passado, que impulsionou ações, ajudadas pela queda nas taxas de juros no mercado local e um cenário mais benigno nos EUA. Mas o setor permanece volátil, com ruídos da Medida Provisória das subvenções e uma recuperação apenas gradual nos fundamentos de curto prazo”, apontam em relatório.

Diante deste cenário, os americanos demonstraram maior foco em ações altamente líquidas. Mercado Livre (MELI34), Assaí (ASAI3), Renner (LREN3) e Raia Drogasil (RADL3) foram as principais empresas citadas nas conversas, enquanto parece haver também interesse crescente em Vivara (VIVA3).

Os efeitos da MP nº 1.185 – que altera a isenção fiscal sobre subvenções – aprovada no final do ano passado – estão sendo precificados pelos investidores internacionais. A exposição a estes efeitos em empresas como Assaí, Arezzo (ARZZ3) e Grupo Soma (SOMA3) são vistos como “uma resistência significativa, mas não necessariamente impeditivos”.

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Os analistas do BTG viram entre os americanos um interesse considerável em varejistas de alimentos. “Embora as perspectivas de curto prazo para varejistas de alimentos não pareçam promissoras, com inflação ainda baixa em algumas categorias de alimentos e resultados pressionados de alguns players alavancados, os investidores concordam que o setor está entre os mais resilientes em nosso universo de cobertura”, dizem.

Neste tema, Assaí causou muito interesse, com curiosidade sobre produtividade das lojas convertidas, estrutura de capital para os próximos trimestres (e os efeitos da queda das taxas de juros na rentabilidade, principalmente a partir de 2025), mudanças no conselho e governança, bem como a saturação do formato cash-and-carry (quando o próprio cliente escolhe o produto, paga por ele e o leva).

Já o Carrefour Brasil (CRFB3), mesmo sendo assunto de alguns questionamentos, ainda é uma espécie de modo de espera. A evolução e consistência da integração com o grupo Big segue sendo uma resistência, indica o BTG.

No comércio eletrônico, Mercado Livre continua como o nome preferido. As principais preocupações dos americanos em relação a empresa giram em torno da economia argentina e os impactos deste mercado no crescimento da companhia, além da margem para expansão da companhia após o forte avanço em 2023. Outro ponto bastante presente nas conversas, segundo o relatório do BTG, foi a concorrência de players globais – as perguntas dos investidores foram sobre a Shein e sobre o comércio eletrônico chinês Temu, que tem ganhado espaço nos EUA.

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