“O mercado demorou alguns anos para começar a pegar tração, mas continuo com a previsão de que vai crescer em 10 vezes, e certamente vamos passar do R$ 1 trilhão. Acredito que R$ 500 bilhões talvez seja a marca para os próximos três ou quatro anos. O crescimento é exponencial e o Brasil está nos ‘primeiros dias’ desse mercado”, afirmou Mançanares, durante participação no evento BTG Summit, nesta quarta-feira (25).
Andrés Kikuchi, diretor de investimentos (CIO, na sigla em inglês) da Nu Asset, também espera um “crescimento substancial” dos ETFs, e ele observa que chegar ao R$ 1 trilhão ainda seria “somente” cerca de 10% da indústria local de fundos. “O mercado de ETFs existe há mais de 20 anos, mas novos gestores entraram e novos produtos foram lançados, novas estratégias chegaram. O Brasil pode se tornar um hub na América Latina“, diz o executivo.
Na avaliação de Eduardo Miquelotti, sócio e gestor de ETFs da BTG Asset, o crescimento do mercado de ETFs vem amparado no reforço educacional junto a investidores. “Mostramos as vantagens de ETFs, como transparência, liquidez e diversificação”, afirma. “Gastamos grande parte do nosso tempo tirando o investidor brasileiro da inércia para começar a investir em ETFs. Porque, a partir do momento em que compra a primeira cota, não deixa de ser investidor, pois conhece as vantagens. Acredito muito no poder da educação”, defende Miquelotti.
“Vemos com muito otimismo e empolgação a indústria de ETFs”, reforça Rogério Santana, diretor de Relacionamento da B3. “Construir um ecossistema leva tempo, distribuição, formadores de mercado, diversas famílias de índice, e começamos a ver isso ganhando tração. Vemos importantes peças do tabuleiro se posicionando.”