“Temos de lembrar que julgar lealdade ao princípio da unanimidade funciona apenas enquanto a pressão para agir é pequena”, afirmou Scholz. Ele argumentou que a invasão russa na Ucrânia foi um alerta para que o bloco mude a forma como toma decisões.
Scholz sugeriu que decisões por maioria sejam adotadas ante questões prementes, como sanções ou a política de direitos humanos. Aqueles que desejam votar contra uma opção poderiam se abster, sem bloquear o tema.
O chanceler defendeu ainda que se repense a composição do Parlamento Europeu, já com 751 integrantes, para que ele não fique excessivamente inchado com mais expansões.
As palavras de Scholz ecoam as dadas nos últimos meses pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Países menores, porém, temem que a tomada de decisões por maioria de dois terços possa significar que suas preocupações passem a ser ignoradas. Houve aumento nas tensões nos últimos anos entre a Comissão Europeia e os governos de Hungria e Polônia, que a UE acusa de desrespeitar valores fundamentais do bloco e o Estado de direito.
Fonte: Associated Press.