Entre outros metais negociados na LME, o alumínio também teve alta. (Imagem: Adobe Stock)
O cobre fechou em leve alta nesta quinta-feira (22), com alívio nas tensões entre os EUA e a Europa após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que há um esboço de acordo para a Groenlândia e voltar atrás nas tarifas contra aliados europeus. Investidores também monitoram questões de oferta da commodity.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março fechou em alta de 0,19%, a US$ 5,7790 a libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses avançava 0,49%, a US$ 12.824,00 a tonelada por volta das 15h (de Brasília).
Além do respiro geopolítico, os ganhos do cobre são provavelmente devido a sinais de escassez no metal básico, dizem analistas da ANZ Research, acrescentando que as preocupações com a escassez provavelmente não serão aliviadas pelos problemas contínuos do lado da oferta.
“Tais anseios também estão atualmente exacerbados por temores de tarifas adicionais dos EUA sobre metais refinados”, acrescentam.
Supondo que os déficits consensuais para 2026 se concretizem, uma repetição das tendências de estocagem dos EUA e da China do ano passado levaria os estoques globais desimpedidos ao nível zero, alerta o TD Securities.
No radar, a Freeport-McMoRan superou as estimativas de lucro do quarto trimestre, impulsionada por preços mais altos do cobre e um volume de vendas melhor do que o esperado. No entanto, a gigante da mineração reduziu suas previsões para as vendas o metal este ano.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, o alumínio tinha alta de 0,74%, a US$ 3.140,50 a tonelada. O chumbo subia 0,37%, a US$ 2.032,00 a tonelada. O níquel avançava 0,61%, a US$ 18.085,00 a tonelada. O estanho ganhava 2,15%, a US$ 52.400,00. E o zinco tinha variação positiva de 1,78%, a US$ 3.231,50 a tonelada.