• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Empresas da B3 voltam a valer R$ 5 trilhões e reacendem o debate sobre um novo ciclo no mercado brasileiro

Alta histórica do Ibovespa reflete reprecificação de ativos, fluxo estrangeiro e uma mudança gradual na percepção de risco sobre o Brasil

Por Einar Rivero

22/01/2026 | 11:00 Atualização: 22/01/2026 | 9:01

Receba esta Coluna no seu e-mail
Observar o Ibovespa é olhar para o preço. Observar o valor de mercado agregado da bolsa é olhar para o ciclo. (Imagem: Adobe Stock)
Observar o Ibovespa é olhar para o preço. Observar o valor de mercado agregado da bolsa é olhar para o ciclo. (Imagem: Adobe Stock)

O pregão de 21 de janeiro de 2026 não foi apenas mais um dia de alta para o mercado acionário brasileiro. Com valorização de 3,33%, o Ibovespa registrou a quarta maior alta diária desde janeiro de 2021 e a mais expressiva desde abril de 2023, segundo levantamento da Elos Ayta. O índice encerrou o dia aos 171.816,67 pontos, renovando sua máxima histórica pela terceira vez no ano.

Leia mais:
  • Dezembro concentrou dividendos e JCPs de 2025; entenda por que isso não se repetirá
  • A caderneta de poupança é um mau negócio; entenda o porquê
  • Ibovespa bate recordes em 2025, mas volume financeiro despenca: o que isso sinaliza?
Cotações
08/02/2026 10h06 (delay 15min)
Câmbio
08/02/2026 10h06 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O número chama atenção, mas o movimento ganha real dimensão quando observado fora da lente do curto prazo. No mesmo pregão, o valor de mercado total das empresas listadas na B3 voltou a superar R$ 5 trilhões, patamar que não era visto desde 27 de setembro de 2021, quando o mercado brasileiro ainda surfava os efeitos combinados da recuperação pós-pandemia e de uma intensa onda de IPOs.

Não se trata de coincidência. O Ibovespa sobe porque o mercado brasileiro, como um todo, volta a ser precificado de forma menos defensiva.

O que está por trás da alta em 2026

Analistas convergem em um ponto central: o rali do Ibovespa em 2026 não nasce de um fator isolado, mas da convergência entre fluxo externo, valuation e composição setorial.

Publicidade

O primeiro vetor vem de fora. Nos Estados Unidos, o mercado passou a operar com maior previsibilidade em relação à política monetária. A percepção de que o ciclo de juros se aproxima de um platô, ou ao menos de uma fase menos restritiva, reduz o prêmio pago pelos ativos considerados livres de risco e reabre espaço para a realocação de capital em mercados emergentes.

É nesse contexto que o Brasil reaparece no radar. O País combina três atributos raros em um cenário global ainda cauteloso: empresas grandes, líquidas, geradoras de caixa e negociadas a múltiplos historicamente baixos. O resultado aparece no fluxo: em janeiro de 2026, o saldo líquido de capital estrangeiro já supera R$ 7,5 bilhões, indicando uma mudança clara de postura do investidor internacional.

No plano doméstico, o mercado se beneficia de uma característica estrutural do Ibovespa: sua elevada exposição a setores menos sensíveis ao ciclo econômico de curto prazo. Bancos, energia, commodities e utilities funcionam, neste momento, como uma âncora de previsibilidade em um mundo ainda marcado por incertezas.

O pregão do dia 21 sintetiza esse movimento. Apenas uma ação da carteira do índice fechou em queda (TIMS3), enquanto o restante acompanhou a alta. O destaque ficou com a COGN3, que avançou 10,96%, maior valorização diária do papel, em um movimento típico de recuperação de ativos que ficaram excessivamente pressionados em ciclos anteriores.

Valor de mercado: o indicador que revela o ciclo

Observar o Ibovespa é olhar para o preço. Observar o valor de mercado agregado da bolsa é olhar para o ciclo.

Publicidade

Em 23 de janeiro de 2020, pouco antes do choque da pandemia, as empresas listadas na B3 somavam R$ 4,78 trilhões em valor de mercado. Dois meses depois, no auge do pânico global, esse montante caiu para R$ 2,72 trilhões, em 23 de março de 2020. Não foi apenas uma correção: foi uma destruição abrupta de valor, refletindo a suspensão quase completa das expectativas econômicas.

O movimento seguinte, em 2021, foi igualmente extremo, mas na direção oposta. A combinação de recuperação econômica, liquidez global abundante e uma onda inédita de IPOs levou o valor de mercado da bolsa ao recorde histórico de R$ 5,68 trilhões em julho daquele ano.

Desde então, o mercado passou por um longo período de acomodação. Juros elevados, deterioração fiscal e maior aversão ao risco global comprimiram preços e limitaram a expansão do valor agregado das empresas.

Publicidade

O retorno ao patamar de R$ 5 trilhões em 2026, portanto, carrega um significado distinto. Diferentemente de 2021, o movimento atual não é inflado por novas ofertas em massa, mas pela reprecificação dos ativos já existentes, impulsionada por fluxo estrangeiro e melhora gradual da percepção de risco.

Vale ressaltar que o cálculo do valor de mercado considera todas as empresas listadas em cada data, independentemente de ainda estarem ativas, o que torna a série histórica um retrato fiel dos ciclos de expansão e contração do mercado de capitais brasileiro.

Brasil e EUA: uma dinâmica interligada

O avanço do Ibovespa em 2026 não é um fenômeno isolado, nem exclusivamente doméstico. Ele reflete uma engrenagem global em que juros americanos, apetite ao risco e fluxo de capitais operam de forma sincronizada.

Com os Estados Unidos oferecendo menor retorno marginal ajustado ao risco e o Brasil apresentando ativos descontados, dividendos elevados e empresas resilientes, o capital internacional volta a encontrar justificativa econômica, e não apenas tática, para se posicionar no mercado brasileiro.

Se esse fluxo se mantiver, o movimento observado em janeiro pode representar mais do que um rali pontual. Pode sinalizar o início de uma fase em que a bolsa brasileira volta a recuperar valor de forma mais estrutural, menos dependente de euforia e mais ancorada em fundamentos.

Publicidade

Em mercado, isso costuma ser o tipo de alta que não faz barulho no começo, mas deixa marcas duradouras nos gráficos de longo prazo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • B3 (B3SA3)
  • Cogna (COGN3)
  • Ibovespa hoje
  • IPOs
  • TIM (TIMS3)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem juridiquês: Estadão lança série gratuita para explicar reforma tributária na prática; veja como acompanhar

  • 2

    Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e outras vantagens imperdíveis

  • 3

    Apple avança e Microsoft cai: o que mudou na avaliação da IA e como o investidor ainda pode lucrar

  • 4

    Empresário que foi sócio de resort ligado à família Toffoli patrocinou evento com juízes do STF ao lado do Master

  • 5

    Ibovespa hoje: MRV (MRVE3) e Vamos (VAMO3) disparam; Braskem (BRKM5) lidera quedas

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Logo E-Investidor
Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é a primeira carta enviada aos aprovados no benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é a primeira carta enviada aos aprovados no benefício?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: entenda como funciona a autorização para consultar o saldo
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: entenda como funciona a autorização para consultar o saldo
Imagem principal sobre o Aderiu ao saque-aniversário hoje? Entenda se já é possível contratar a antecipação
Logo E-Investidor
Aderiu ao saque-aniversário hoje? Entenda se já é possível contratar a antecipação
Imagem principal sobre o Gás do Povo: 3 maneiras de usar o benefício
Logo E-Investidor
Gás do Povo: 3 maneiras de usar o benefício
Imagem principal sobre o Salário mínimo de R$ 1.621: como novo valor foi calculado?
Logo E-Investidor
Salário mínimo de R$ 1.621: como novo valor foi calculado?
Imagem principal sobre o Salário mínimo de R$ 1.621: apenas trabalhadores ativos irão receber o aumento em 2026?
Logo E-Investidor
Salário mínimo de R$ 1.621: apenas trabalhadores ativos irão receber o aumento em 2026?
Últimas: Colunas
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios
Carol Paiffer
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios

Em um mundo obcecado por performance, relações genuínas ganham peso estratégico ao impulsionar bem-estar, longevidade e inovação nos negócios

06/02/2026 | 19h29 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino

Episódio expõe a ilusão do retorno fácil e como a falta de diligência transforma investimento em aposta

05/02/2026 | 16h55 | Por Fabrizio Gueratto
Quando o Estado para de investir: o risco silencioso que pode virar tempestade
William Eid
Quando o Estado para de investir: o risco silencioso que pode virar tempestade

Projeções do Tesouro indicam esgotamento do espaço fiscal em 2027 e acendem alerta para juros mais altos, pressão sobre ativos locais e necessidade de diversificação

05/02/2026 | 14h00 | Por William Eid Junior

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador