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Metais: cobre fecha em queda após turbinada do dólar no exterior

Na Comex o cobre com encerrou a sessão com perda de 1,52%, a US$ 3,5555 a libra-peso

Metais: cobre fecha em queda após turbinada do dólar no exterior
Cabos de cobre curvos de gordura dobrados. Foto: Envato Elemets

(André Marinho, Estadão Conteúdo) — Os contratos futuros de cobre fecharam em queda nesta terça-feira, pressionados pelo fortalecimento do dólar no exterior. A moeda americana respondeu em alta à divulgação do dado de agosto da inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que avançou em ritmo mais forte que o esperado.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega agendada para dezembro encerrou a sessão com perda de 1,52%, a US$ 3,5555 a libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), por volta das 14h20 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 1,93%, a US$ 7.849,50.

“As commodities em geral foram derrubadas depois que um relatório de inflação muito quente nos EUA elevou o dólar, à medida que as expectativas por um Fed muito mais agressivo foram impulsionadas”, resume o analista Edward Moya, da Oanda.

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% em agosto ante julho, enquanto o núcleo avançou 0,6%, de acordo com dados do Departamento do Trabalho Americano. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast previam queda de 0,1% para o dado cheio e avanço de 0,3% para o núcleo.

Após a divulgação dos números, o mercado financeiro passou a precificar uma ainda minoritária possibilidade de elevação de 100 pontos-base nos juros do Fed na semana que vem. conforme mostrou plataforma de monitoramento do CME Group. Esse ajuste nas apostas deu força ao dólar, que por sua vez pressionou as principais commodities, ao torná-las mais caras para detentores de outras moedas.

O TD Securities avaliam que as perspectivas para metais indústriais não são boas, em meio à desaceleração da economia global. “Nosso indicador da demanda global por commodities continua a apontar para a deterioração das condições, em linha com uma desaceleração contínua nos sinais de crescimento global e uma vez que os lockdowns chineses continuam sendo um grande obstáculo ao crescimento”, ressalta.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio subia 0,72%, a US$ 2.309,00; a do chumbo avançava 0,03%, a US$ 1.952,50; a do níquel cedia 0,41%, a US$ 24.300,00; a do zinco tinha alta de 0,67%, a US$ 3.227,00; a do estanho diminuía 3,14%, a US$ 20.850,00.

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