“O Banco Central parece estar buscando evitar sinais de que pode afrouxar as condições financeiras prematuramente, portanto não antecipamos mudanças significativas para a comunicação”, escrevem a economista-chefe do JPMorgan no Brasil, Cassiana Fernandez, e o economista Vinicius Moreira, em relatório.
Para os analistas, a evolução do cenário doméstico desde a última reunião do Copom se deu como esperado, com a manutenção do dólar em cerca de R$ 5,25, uma desaceleração rápida da inflação e uma moderação das expectativas. Neste cenário, as projeções do BC para o IPCA devem ficar praticamente inalteradas, afirmam.
Entre os destaques, os economistas citam a expectativa de que o Copom passe a atribuir pesos iguais para os anos de 2023 e 2024 no seu horizonte relevante, em linha com a movimentação do ano passado. O JPMorgan reiterou a projeção de início do ciclo de cortes da Selic em junho do ano que vem.