“Temos que enfatizar que esta é uma estimativa de limite inferior – nossa medida de volume de transações ilícitas certamente crescerá com o tempo à medida que identificarmos novos endereços associados a atividades ilícitas”, afirma a plataforma. “No ano passado, publicamos que encontramos US$ 14 bilhões em atividades ilícitas em 2021. Mas agora aumentamos esse número para US$ 18 bilhões, principalmente devido à descoberta de novos golpes de criptografia”, destaca.
O valor de US$ 20,1 bilhões corresponde a 0,24% do total de transações com criptos, porcentagem que aumentou pela primeira vez desde 2019. Em 2021, os US$ 18 bilhões em operações criminosas representavam 0,12% de todas as negociações cripto.
O estudo também indica que 44% do volume de transações ilícitas de 2022 veio de atividades relacionadas a entidades sancionadas pelo governo norte-americano. Nesse caso, destaca-se a exchange de criptomoedas russa Garantex.
Em abril do ano passado, a corretora foi sancionada pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (Ofac, na sigla em inglês), mas continuou operando, por ter sua sede em um país estrangeiro, fora do controle do orgão regulador. Assim, todas as transações associadas à Garantex representaram um risco para as empresas sujeitas à jurisdição dos Estados Unidos.