No acumulado do ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 296,9 milhões, aumento de 18,2% em base anual de comparação. O lucro ajustado foi de R$ 283,9 milhões em 2025, montante 52,2% superior ao observado um ano antes.
De outubro a dezembro, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) somou R$ 147,8 milhões, aumento de 9,1% em relação ao apurado no mesmo exercício do ano anterior.
O Ebitda ajustado do trimestre ficou em R$ 148,0 milhões, queda de 8,8%, em decorrência de impactos pontuais com contratação de consultorias, no montante de cerca de R$ 13,2 milhões, relacionados a projetos estratégicos e à melhoria no modelo de cobrança, além de maiores despesas com pessoal. Por outro lado, a empresa viu uma melhora nos indicadores de inadimplência e ganhos operacionais em algumas linhas de custo.
De janeiro a dezembro, o Ebitda da Cruzeiro do Sul totalizou R$ 877,8 milhões, elevação de 21,2% ante o observado um ano antes. Com ajustes, o Ebitda da companhia foi de R$ 878,9 milhões, elevação de 14,7%.
Segundo o diretor-presidente da empresa, Renato Padovese, um dos destaques do trimestre da Cruzeiro do Sul foi a receita recorde, impulsionada pela retenção e antecipação de matrículas devido a mudanças regulatórias na modalidade de Ensino a Distância (EaD). “Tivemos o maior crescimento de receita de um quarto trimestre da história da Cruzeiro, muito em função da retenção e uma captação mais forte, com alunos se antecipando ao novo marco regulatório”, disse ele à Broadcast.
Já o diretor Financeiro da empresa, Felipe Negrão, destacou que no período, houve uma melhora na margem bruta, refletindo maior foco em cursos mais rentáveis e ganhos de eficiência operacional, embora as despesas administrativas tenham aumentado em função de investimentos estratégicos, como em tecnologia, reforço de equipe e pagamentos a consultorias atreladas a resultados. “Então, foi um ano que para a gente foi relevante. Olhamos muito para a estratégia de longo prazo, pensando na Cruzeiro do futuro, dadas as mudanças no marco regulatório”, disse ele.
A receita líquida da companhia no trimestre foi de R$ 749,1 milhões, alta de 13,0% na comparação anual. No acumulado do ano, a receita da empresa foi de R$ 2,836 bilhões, elevação de 10,4% em comparação ao registrado em 2024.
A dívida líquida terminou o ano em R$ 605,4 milhões, queda de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ficou em 0,9 vez, redução de aproximadamente 0,5 vez em relação ao apurado um ano antes.