Daycoval reforça cautela para política monetária. (Imagem: Adobe Stock)
A isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para salários até R$ 5 mil deve adicionar 0,3 ponto porcentual ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 ao gerar um impulso relevante de consumo, calcula o Daycoval. A medida, segundo o banco, surge como contraponto na condução de política monetária e reforça um cenário de cautela.
“Nesse contexto, mantemos nossa expectativa de início do ciclo de cortes da Selic na reunião de março, com viés de postergação”, afirma o departamento de pesquisa econômica do banco, mencionando que os desdobramentos da isenção do IRPF podem ter caráter inflacionário no curto prazo, devido ao aumento da demanda por bens e serviços.
O impulso ao consumo será concentrado nos setores de Habitação/Utilidades (R$ 10 bilhões de impacto direto no consumo, refletindo alto peso no orçamento das famílias), Transporte/Veículos (R$ 4,4 bilhões de impacto, sustentado por alta elasticidade-renda), e Alimentação (R$ 4,1 bilhões, com maior resposta nos itens menos essenciais, sobretudo alimentação fora do domicílio), avalia o Daycoval.
“Pela ótica da demanda, o choque tende a se concentrar em consumo das famílias, com efeito menor em investimento e piora de exportações líquidas via aumento de importações; pela ótica da oferta, o ganho de PIB se distribui sobretudo em serviços (comércio, transportes e serviços às famílias/empresas), com a indústria reagindo depois, via encadeamentos e com defasagem”, acrescenta o banco, em relatório.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.