Em relatório assinado pelos economistas Álvaro Frasson, Arthur Mota e Victor Amaral, o BTG Pactual afirma “o conjunto da obra” – medidas de contenção de gastos anunciadas e a proposta de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil – sinaliza “um governo que não fará superávit primário se depender de ajuste no gasto público e que ‘dobrou a aposta’ no consumo das famílias, resultando em uma menor preocupação com a trajetória recente da inflação”.
Os economistas do BTG Pactual observam que o futuro presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que hoje ocupa a diretoria de Política Monetária, tem “chances não desprezíveis” de iniciar sua gestão “descumprindo” a meta de inflação nos seis primeiros meses de 2025. “Se o ajuste fiscal não virá e há incerteza sobre a condução da política monetária, a variável de correção é a taxa de câmbio”, afirmam.
Segundo o banco, o “ruído” provocado pelo risco fiscal “foi a principal causa de depreciação do real nas última semanas”. Pelos modelos do BTG Pactual, se não fosse esse “ruído”, o dólar à vista estaria em R$ 5,43.
* Com informações do Broadcast