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Operadores ressaltam que a liquidez foi bem reduzida, o que revela pouca disposição dos investidores por apostas mais contundentes. Principal termômetro do apetite por negócios, o contrato de dólar futuro movimentou menos de US$ 9 bilhões. Com agenda doméstica esvaziada e sem definições no front fiscal, a formação da taxa de câmbio no mercado local foi muito influenciada pelo ambiente externo.
O escorregão do real pela manhã se deu em meio à valorização global da moeda norte americana ao avanço das taxas dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano), ainda em resposta ao rebaixamento, na sexta-feira à noite, da perspectiva do rating AAA dos Estados Unidos, de estável para negativa, pela Moody’s.
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Além disso, há riscos associados à chamada disfuncionalidade da política americana. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos precisa votar até sexta-feira (17) uma proposta para evitar paralisação parcial do governo (shutdown).
No início da tarde, o estresse já havia diminuído. Referência do comportamento da moeda americana frente a seis divisas fortes, o índice DXY virou para o campo negativo, com perdas do dólar em relação ao euro e a libra. As taxas dos Treasuries também trocaram de sinal e passaram a recuar.
A maioria das divisas de exportadores de commodities se fortaleceu, em dia de valorização do minério de ferro e alta de mais 1% das cotações internacionais do petróleo. O peso chileno foi uma das raras exceções, com perdas de mais de 1%, diante da expectativa de uma postura mais branda do Banco Central do Chile, dada a desaceleração inflacionária recente.
É grande a expectativa para leituras de inflação nos EUA que saem esta semana, dado que dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), incluindo o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, adotaram um tom mais duro ao longo da semana passada, deixando aberta a porta para alta adicional da taxa de juros de referência no país.
Amanhã (14) será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de outubro. Na quarta-feira (15) será a vez do índice de preços ao produtor (PPI).
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No Brasil, as atenções se voltam para a votação final da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados após aprovação com alterações no Senado. Especula-se também que pode haver mudança da meta de déficit zero para 2024 no projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta semana. A ala política do governo quer emplacar meta de déficit primário superior a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem, com o objetivo de evitar contingenciamentos.
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