O dólar hoje opera nesta quarta-feira (28) no campo negativo, com os investidores à espera das decisões das taxas de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Por volta das 11h (de Brasília), o câmbio recua 0,56 , cotado a R$ 5,177 na venda.
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O dólar hoje opera nesta quarta-feira (28) no campo negativo, com os investidores à espera das decisões das taxas de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Por volta das 11h (de Brasília), o câmbio recua 0,56 , cotado a R$ 5,177 na venda.
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Na sessão de terça-feira (27), o dólar fechou com queda de 1,38%, cotada a R$ 5,2067 – menor valor de encerramento desde 28 de maio de 2024, então a R$ 5,1540.
A expectativa é que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o Banco Central do Brasil mantenham inalteradas as taxas de juros nesta Super Quarta. Contudo, o que irá ditar o humor do mercado é o tom das autoridades monetárias em torno da decisão.
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Nos Estados Unidos, os investidores esperam que Jerome Powell, presidente do Fed, evite dar pistas sobre os rumos dos juros americanos, em meio às incertezas que cercam o mercado de trabalho e a inflação nos EUA. Vale destacar que a reunião ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA abrir uma investigação criminal sobre o depoimento de Powell ao Congresso, aumentando temores de interferência política no Fed.
Já no Brasil, o ambiente é outro. Os investidores brasileiros esperam que o BC sinalize o início da flexibilização da política monetária a partir de março, como espera a maioria do mercado. Na terça-feira (27), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, abaixo da projeção de 0,23% dos analistas. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, os números mostram que o quadro inflacionário brasileiro segue em processo de desinflação. “Esse movimento é sustentado pela valorização recente do câmbio, pela maior estabilidade das commodities, pela queda recente dos preços dos alimentos e pela desaceleração dos custos de produção, tanto no segmento agrícola quanto no industrial”, afirma.
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“Esse conjunto de fatores, aliado à moderação da atividade econômica, tende a contribuir para que o IPCA de 2026 encerre abaixo do limite superior da meta (4,5%). Em nosso cenário, projetamos que a inflação feche o ano em 4,0%”, diz Sung.
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