O documento reforçou a intenção do BC de dar início aos cortes da Selic na reunião de março, mas destacou que o ritmo e a duração do ciclo dependerão dos dados e das projeções, com o balanço de riscos para a inflação ainda elevado no horizonte mais longo.
“Entendemos que começar com um corte de 0,25 pontos percentuais faça sentido, mas acho que os próximos dados econômicos vão ser fundamentais para esse ajuste e entender exatamente o início do ciclo de cortes”, diz Julio Barros, economista do Daycoval.
Nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para o encontro entre os presidentes do país, Donald Trump, e da Colômbia, Gustavo Petro, na Casa Branca, além do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond, Tom Barkin.
A divulgação do relatório Jolts de criação de vagas, prevista para hoje, foi adiada para 19 de fevereiro devido à paralisação parcial do governo, após a publicação do relatório oficial de empregos, o payroll, também ter sido postergada.
Sobre a paralisação parcial do governo, Trump enfatizou que assinará um acordo de financiamento “imediatamente, assim que chegar em minha mesa”. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu “negociações justas e equitativas” com os EUA, um sinal de que o país persa poderá participar das negociações propostas pela Turquia. Ontem, Trump reafirmou que “coisas ruins” acontecerão ao Irã se não houver acordo.
*Com informações de Patricia Lara, Cecília Mayrink, Luciana Xavier e Silvana Rocha, da Broadcast