O dólar hoje opera nas negociações desta terça-feira (3) com forte alta, refletindo o pânico dos mercados com a escalada da guerra no Oriente Médio. Por volta das 12h (de Brasília), a divisa americana avançava 3,3%, sendo negociada a R$ 5,334.
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O dólar hoje opera nas negociações desta terça-feira (3) com forte alta, refletindo o pânico dos mercados com a escalada da guerra no Oriente Médio. Por volta das 12h (de Brasília), a divisa americana avançava 3,3%, sendo negociada a R$ 5,334.
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Nesta manhã, ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, órgão responsável pela eleição do novo líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O jornal The Times de Israel informou que a reunião teria a presença de 88 aiatolás, mas ainda não se sabe quantos deles estavam no local no momento do ataque. Veja a cobertura completa no Estadão.
A ofensiva de Israel e EUA contra o Irã começou no último sábado e resultou no assassinato do líder supremo do regime iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Na segunda-feira (2), o presidente americano Donald Trump afirmou na segunda-feira (2) que a ofensiva contra o Irã pode durar entre quatro e cinco semanas e que a sua “maior onde de ataques” ainda estaria por vir.
A situação se agravou com a decisão do governo iraniano de fechar o Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de 20% do fluxo global de petróleo, e com as ameaças de incendiar qualquer navio que tentasse passar. O petróleo avançava mais 6% há pouco. Já os contratos de gás natural na Europa disparavam mais de 20%, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar.
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Com o conflito, o dólar se fortaleceu, levando o Índice DXY – que mede a força da moeda americana contra outras principais moedas do mundo – à máxima em cinco semanas, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro norte-americano) também avançaram.
“O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
No Brasil, o destaque é o IPC Fipe, índice que mede a variação de preços na cidade de São Paulo e serve como termômetro complementar das pressões inflacionárias, os números do Produto Interno Bruno (PIB) do quarto trimestre de 2025 e dos dados do Caged de criação de vagas formais em janeiro.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro de 2025 cresceu 2,3% ante 2024, um acumulado de R$ 12,7 trilhões. Em relação ao semestre passado, o índice cresceu 0,1%, e 1,8% em comparação ao quarto semestre de 2024.
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