Em sua declaração, Trump disse que não fará o que muitos líderes mundiais temem: usar a força para obter a Groenlândia. “Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, algo que nos tornaria, francamente, imparáveis”, disse o republicano. “Mas eu não farei isso. Essa é provavelmente a declaração mais importante, porque as pessoas pensavam que eu usaria a força. Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força”, acrescentou.
Na ocasião, Trump voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e afirmou que irá anunciar um sucessor para a cadeira da chefia do banco central americano “em breve”.
No câmbio, Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, comenta que a acomodação dos rendimentos dos títulos japoneses (JGBs) ajudou a aliviar a pressão sobre as curvas de juros globais. “Isso teve reflexo direto na queda dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos, reduzindo o apelo da moeda americana”, afirma.
Liquidação do Will Bank
No Brasil, o ponto de atenção é a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira. O BC afirmou, por meio de nota, que a liquidação se tornou “inevitável” depois que a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard e teve a sua participação bloqueada no arranjo, na última segunda-feira (19).
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima um pagamento de R$ 6,3 bilhões com a garantia a investidores do Will Bank. A instituição faz parte do conglomerado do Banco Master, o que pode afetar o valor projetado dos desembolsos a serem realizados pelo FGC por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia, como mostramos nesta reportagem.
No mercado brasileiro, o Ibovespa alcançou novo recorde histórico, acima de 171 mil pontos nesta tarde. “Há um volume significativo de dólar entrando na Bolsa de Valores brasileira, o que aumenta a oferta da moeda no mercado interno e, consequentemente, joga esse dólar para baixo”, afirma Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.