Para Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, a alta do dólar ante o real reflete tanto o fortalecimento global da moeda americana quanto a cautela doméstica após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) na terça-feira (16), que reforçou a necessidade de prudência na condução da política monetária. “O fluxo cambial segue marcado por saídas, típicas do fim de ano, e por ajustes técnicos diante da agenda carregada”, destaca o especialista.
Investidores também avaliam os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Nesta quarta-feira, o diretor do Fed Christopher Waller defendeu que não há nada de errado em haver interações entre o banco central americano e o governo, ao participar de rodada de perguntas e respostas no Summit de CEOs da Unidade de Yale. Ele, que disputa a cadeira da presidência do Fed, ressaltou a importância da transparência com o público.
“As pessoas esquecem que o Fed é independente, mas temos que ser responsáveis perante o público, temos que ser transparentes”, afirmou, ao ressaltar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “deixou claro” sua opinião sobre o atual nível das taxas de juros.
Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, não comentou política monetária ou perspectivas econômicas, em discurso preparado para a abertura de evento institucional nesta quarta-feira.
No Brasil, o destaque da agenda ficou com o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que desacelerou a 0,14% na segunda prévia de dezembro, após ter subido 0,32% na mesma leitura de novembro.
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*Com informações do Broadcast