Além do payroll, os investidores acompanham nesta sexta-feira (6) a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro, que também pode influenciar o humor dos mercados financeiros ao longo do dia.
Na madrugada, o dólar ganhou força frente a moedas como o euro e a libra esterlina. O movimento ocorre em meio à alta do petróleo, depois de os Estados Unidos autorizarem temporariamente a Índia a comprar petróleo russo por 30 dias, numa tentativa de aliviar o aperto na oferta global da commodity em meio às tensões geopolíticas.
Por volta das 14h20 (de Brasília), o euro caia a US$ 1,160 e a libra subia a US$ 1,339, enquanto o dólar era negociado a 157,87 ienes. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,31%, aos 99,012 pontos.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida pública dos EUA) operavam em alta pela quinta sessão consecutiva, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas e da expectativa pela divulgação de indicadores relevantes da economia norte-americana. O rendimento da T-note de 2 anos caia a 3,542%, o da T-note de 10 anos recuava a 4,122% e o do T-bond de 30 anos alcançava 4,752%.
Os investidores também mantêm no radar comentários de dirigentes do Fed e os resultados do relatório de emprego dos EUA, o payroll, considerado um dos indicadores mais importantes para avaliar o ritmo da economia e calibrar expectativas sobre a trajetória dos juros no país.
Nas bolsas, os índices futuros de Nova York operavam em baixa, refletindo s perdas do pregão anterior. Por volta das 11h50 (de Brasília), o futuro do Dow Jones caía 1,90%, o do S&P 500 recuava 1,64% e o do Nasdaq tinha perda de 1,50%.