

O Citi calcula que a Embraer (EMBR3) pode ter uma redução de 9% no Ebitda (lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos) de 2025, por conta do impacto das tarifas dos EUA de 10% sobre as importações da companhia.
“Esse impacto estimado contrasta com o que já foi uma queda mais significativa no preço das ações da Embraer, devido às preocupações com tarifas”, pontuam os analistas Stephen Trent, Filipe Nielsen e André Mazini.
Por outro lado, o banco apontou como positivas as entregas da Embraer no primeiro trimestre de 2025 e suas projeções para o ano. De janeiro a março, a empresa entregou 30 aeronaves, contra uma estimativa de 39 do Citi.
“As entregas de jatos do primeiro trimestre da Embraer e a orientação para 2025, no geral, parecem positivas, pois as expectativas da empresa para este ano estão em linha com as nossas expectativas, mesmo que os resultados das entregas do trimestre tenham ficado abaixo das nossas expectativas”, afirmam.
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No segmento comercial, a empresa entregou quatro E175s e três E195-E2s, ante a expectativa do Citi de três E175s e nove E195-E2s. Já nos jatos executivos, a empresa entregou dois Phenom 100 e 12 Phenom 300, três Praetor 500 e seis Praetor 600. O Citi previa cinco Phenom 100, dez Phenom 300, cinco Praetor 500 e sete Praetor 600.
Para 2025, a Embraer espera entregar entre 45 e 155 jatos executivos, juntamente com 77 a 85 entregas no segmento comercial. O Citi estima que haverá 151 entregas de jatos executivos e 82 entregas de jatos comerciais para o mesmo período.
Com base nas tarifas dos EUA, o Citi manteve recomendação de compra para as ações da Embraer (EMBR3), com preço-alvo de US$ 55 para o American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da empresa, o que representa um potencial de alta de 20% ante o fechamento do papel no pregão de quarta-feira (2).