“Há três grandes pilares para o desenvolvimento dos ETFs. O primeiro é o legal, com a parte de regulação e tributação. A segunda é a operacional, com a estrutura. E a terceira é a parte educacional. Ao longo dos últimos anos conseguimos crescer nesses pilares, mas no educacional precisamos trabalhar para destravar esse processo [de desenvolvimento da indústria]”, afirma Rodrigo de Araújo, estrategista-chefe de investimentos para América Latina da Global X ETFs.
Para Cauê Mançanares, presidente executivo (CEO) da Investo, uma das coisas que está faltando para o segmento deslanchar são as melhores condições de mercado. “Com os juros lá em cima, todos os alocadores migram para renda fixa, e todo o mercado de fundos acaba diminuindo. Quando os juros caírem mais, a gente vai ver um fluxo grande para o risco, e os ETFs estarão aí”, diz.
Outro ponto a se considerar são as taxas, segundo Mançanares. Ele observa que os assessores de investimentos no Brasil são em maioria incentivados pelo comissionamento dos produtos que oferecem. “Mas estamos vendo a transição para o modelo fee based, e esse tem sido um dos gatilhos para ETFs acelerarem em outros lugares”, afirma o executivo, acrescentando que as mudanças regulatórias na indústria de fundos que preza pela transparência das taxas também deve contribuir.