“A onda ESG que vivemos entre 2020 e 2021 foi mais presente nos gestores do que nos donos dos ativos. Sem o engajamento destes, a transição não se firmou. Produtos focados em sustentabilidade foram encerrados e departamentos foram fechados”, afirmou Alperowitch.
Para o executivo, é preciso conscientizar as pessoas de que todo o dinheiro que elas têm no banco está financiando alguma coisa, e elas precisam saber o que é.
“Os funcionários dos fundos têm dever fiduciário: investir em empresas que têm práticas ruins equivale a dar sobrevida a essas condutas”, comentou, em painel sobre responsabilidade empresarial, durante o Seminário de Investimentos, Governança e Aspectos Jurídicos da Previdência Complementar (SIGA), promovido pela Previ.
Um “disciplinamento sistêmico” será necessário para levar o mercado à adoção mais ampla da abordagem ESG nas alocações, avalia André Roncaglia, professor de Economia da Unifesp e doutor pela USP.
“Eu não vejo ESG como bala de prata. ESG qualifica o direcionamento dos recursos. O mercado não gosta, porque vem agindo em outra direção por décadas”, pontuou.