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Em sua apresentação de resultados, a direção da incorporadora paulistana apontou que o balanço foi marcado pela melhora na comercialização de imóveis, resultando no segundo melhor trimestre de vendas da história.
“Esses números reforçam a atual preocupação da companhia com o impacto do giro de seus ativos para a formação de um retorno maior”, descreveu a direção, citando a busca da redução dos estoques. Veja aqui o balanço completo.
A XP avalia que a Eztec registrou resultados positivos no segundo trimestre de 2024, com sólida expansão da receita (+71% ante um ano) apoiada por fortes vendas de unidades concluídas.
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O lucro líquido de R$ 88,6 milhões (+18% ante um ano e +56% ante o primeiro trimestre) ficou 11% acima das estimativas da casa, beneficiado por receitas financeiras acima do previsto (+44% acima o esperado pela XP), apesar do efeito do ajuste do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) sob pressão. Como resultado, o ROE (retorno sobre o patrimônio) (12M) atingiu 5,7%.
“Acreditamos que a Eztec apresentou resultados positivos, impulsionados por sua estratégia recentemente anunciada de aumentar o giro de estoque, o que impulsionou as vendas de unidades performadas e apoiou o crescimento da receita, apesar do impacto na margem bruta”, afirmam os analistas Ygor Altero e Ruan Argenton, em relatório.
Os profissionais destacam, no entanto, que ainda veem retornos pressionados com ROE de 5,7% (12 meses). Eles observam que a margem bruta caiu 1 ponto porcentual ante um ano, prejudicada por ajustes de preços tanto nas unidades performadas, quanto nas novas vendas da Lidenberg Ibirapuera.
A XP manteve recomendação neutra para as ações da Eztec, com preço-alvo de R$ 18,0 para o papel, um potencial de valorização de 38% sobre o fechamento de quinta-feira (1º).
Para o Citi, o balanço da Eztec no segundo trimestre foi “um tanto positivo”, com resultados que vieram acima das projeções do banco, exceto a margem bruta, escreveram os analistas André Mazini e Felipe Lenza em relatório. Para eles, a empresa está avançando lentamente no caminho da recuperação.
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Os analistas dizem que os estoques acabados ainda são um problema para a empresa. Apesar da Eztec ter reduzido o estoque total no trimestre, os estoques acabados ainda estão em um nível muito alto, o que implica em custos importantes como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e despesas condominiais para a companhia, eles dizem.
Eles também ressaltaram que a Eztec é negociada com múltiplo de 0,6 vezes o preço da ação sobre valor patrimonial (P/VPA), em comparação a média de 1,5 vez de outras construtoras.
O Citi manteve sua recomendação neutra para as ações da Eztec (EZTC3) e preço-alvo de R$ 15, o que representa um potencial de valorização de 13,7% com base no fechamento de quinta-feira (1º).
*Com informações do Broadcast
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