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Veja o fechamento das Bolsas de NY, juros dos EUA e dólar hoje com otimismo sobre acordos comerciais

Expectativas para negociações entre Washington e Pequim movimentaram os mercados

Por Pedro Teixeira e Poliana Santos

09/05/2025 | 17:30 Atualização: 09/05/2025 | 17:30

Foto: AdobeStock
Foto: AdobeStock

As bolsas de Nova York fecharam esta sexta-feira (9) sem direção única, às vésperas das negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os principais índices de Wall Street avançaram pela manhã, após o presidente Donald Trump abrir a possibilidade de reduzir as tarifas sobre a China de 145% para 80%, mas perderam força no início da tarde, com comentários menos animadores da porta-voz da Casa Branca. Os títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) e o dólar, por outro lado, caíram hoje.

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O Dow Jones caiu 0,29% aos 41.249,38 pontos; o S&P 500 cedeu 0,07%, aos 5.659,91 pontos; e o Nasdaq ficou estável aos 17.928,92 pontos. Os dados são preliminares.

No início do dia, Trump afirmou em publicação na Truth Social que “uma tarifa de 80% para a China parece correta”. “Depende de Scott Bessent”, escreveu em seguida, referindo-se a seu secretário do Tesouro, que representará os EUA nas negociações com chineses neste fim de semana, na Suíça.

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À tarde, a secretária de Comunicação da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA precisarão ver concessões de Pequim. A redução de 80% foi “um número que Trump divulgou”, disse, enfatizando que o presidente não reduzirá as tarifas sobre a China de forma unilateral.

As ações da Coinbase Global caíram 3,48% . A gestora e corretora de criptomoedas reportou lucro ligeiramente acima das expectativas de Wall Street, mas a receita ficou abaixo das previsões – embora tenha crescido 24% em relação ao ano anterior.

A MicroStrategy subiu 0,40%, prolongando ganho da véspera em linha com avanço do Bitcoin.

Os papéis da Expedia cederam 7,3%, após a empresa de viagens e tecnologia apresentar lucro ajustado melhor que as estimativas de Wall Street. A receita subiu, mas ficou abaixo das expectativas. As reservas brutas também ficaram aquém das projeções.

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Os lucros ajustados da Pinterest ficaram abaixo das expectativas dos analistas no primeiro trimestre, mas as ações subiram 4,9% depois que a empresa de mídia social relatou receita trimestral acima do esperado.

As ações da empresa rede de transportes Lyft dispararam 28%, após divulgação de resultado.

Juros dos EUA recuam

Os rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos recuaram levemente, enquanto Wall Street demonstra otimismo cauteloso após o anúncio de acordo comercial dos EUA com o Reino Unido e às vésperas do início das negociações dos americanos com a China.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,883%. O rendimento da T-note de 10 anos caía a 4,381%, enquanto o T-Bond de 30 anos recuava para 4,840%.

O primeiro acordo comercial fechado pelo governo Donald Trump após o tarifaço do início de abril indica que 10% é o piso para suas tarifas. “Isso sugere uma inflação mais alta para os consumidores”, escreve Peter Cardillo, da Spartan.

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Apesar do anúncio feito por Trump na quinta-feira, autoridades de EUA e Reino Unido ainda precisarão se reunir para fechar um documento final – e não há garantia de consenso.

Pela manhã, a diretora do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) Adriana Kugler apontou que o mercado de trabalho americano está próximo do pleno emprego. Segundo ela, a estimativa atual coloca a taxa de desemprego próxima de 4,2% no quarto trimestre. Já o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, defendeu que não acredita ser prudente ajustar a política monetária com “tão pouca visibilidade”.

Para Blake Gwinn, chefe de estratégia de taxas de juros dos EUA no RBC Capital Markets, as expectativas de cortes de juros nos EUA e o movimento de investidores se afastando do dólar indicam que a curva de juros do Tesouro dos EUA deve se inclinar, com os rendimentos de curto prazo caindo mais do que os de longo prazo.

“No curto prazo, o rendimento dos títulos de 2 anos vai incorporar expectativas de mais cortes de juros”, diz ele. Já os rendimentos dos títulos com vencimentos mais longos cairão menos, uma vez que os cortes de juros deverão garantir alguma estabilidade econômica no longo prazo.

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Além disso, a recente tendência de “desdolarização”, em que preocupações tarifárias levam investidores a buscar alternativas aos ativos americanos, também deve inclinar a curva de juros, acrescenta Gwinn. Com a desdolarização, os investidores provavelmente evitarão Treasuries de longo prazo, ele afirma.

Moedas globais: dólar cai

O dólar recua frente a moedas de países desenvolvidos, diante das expectativas em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, previstas para este fim de semana, ainda que sejam um passo inicial.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,3%, a 100,339 pontos. Por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar recuava a 145,35 ienes, enquanto o euro avançava para US$ 1,1253 e a libra era negociada em alta, a US$ 1,3306.

A moeda americana perdeu força após o rali da véspera, impulsionado pelo anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e Reino Unido. Segundo analistas, a continuidade da valorização do dólar dependerá de novos avanços nas negociações com China e Europa. “Os desdobramentos comerciais continuam sendo o principal motor do dólar, e a consolidação do momento altista exige fluxo contínuo de notícias positivas sobre acordos”, afirma Francesco Pesole, analista de câmbio do ING.

A atenção do mercado agora se volta para o encontro entre autoridades americanas e chinesas, marcado para este sábado na Suíça. Em sua rede social, o presidente Donald Trump sugeriu que uma tarifa de 80% sobre a China “parece adequada”, sinalizando uma redução em relação aos atuais 145%. Pequim, no entanto, reafirmou sua oposição às chamadas “tarifas de reciprocidade”, enquanto a Casa Branca descartou cortes unilaterais nas tarifas.

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Para Pesole, a libra tende a se fortalecer frente ao euro, impulsionada pela melhora nas perspectivas comerciais do Reino Unido, após os acordos com EUA e Índia. A possibilidade de avanços nas negociações com a União Europeia também dá suporte à moeda britânica.

Já o dólar canadense mostrava certa estabilidade, após a divulgação do relatório de empregos. Segundo Michael Davenport, economista da Oxford Economics, os dados de abril sugerem que o Canadá já entrou em recessão, com a taxa de desemprego podendo atingir 7,4% ainda este ano. No mês passado, a taxa de desemprego subiu 0,2 ponto percentual, para 6,9%. A expectativa era de que a taxa de desemprego subisse para 6,8%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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