“O final do ano de 2023 foi marcado por um período excepcionalmente positivo para a Bolsa brasileira, mas a chegada de 2024 trouxe um necessário choque de realidade para o mercado. As ações brasileiras enfrentaram uma correção significativa, reflexo das incertezas em relação ao desempenho econômico global e à política monetária nos Estados Unidos. Adicionalmente, no Brasil, os desafios fiscais, especialmente a tentativa do governo em atingir a meta de déficit zero, também pesaram nas expectativas dos investidores”, afirma Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial, em relatório.
No entanto, apesar deste início de ano “conturbado”, a Genial diz manter uma visão otimista em relação ao mercado acionário brasileiro. “Os preços dos ativos, ainda considerados atrativos em termos de valuation (valor do ativo, cálculo em que é possível estimar o preço mais provável do ativo ou empresa em dado momento), parecem apresentar uma assimetria mais favorável e um aspecto técnico mais saudável após a recente correção”, diz Villegas, acrescentando que uma temporada de balanços mais construtiva e a continuidade da queda dos juros são elementos-chave para esse cenário.
Atualmente, a Genial descreve estar direcionando algumas alocações para empresas exportadoras, principalmente por conta de preços atrativos e visando a diversificação das carteiras. Há também exposição às empresas domésticas, que se beneficiam de sinais mais claros do ciclo de baixa de juros no Brasil e nos Estados Unidos, e de olho na temporada de balanços.
Em janeiro, a carteira Ibovespa 10+ apresentou queda de 8,46%, ante perda de 4,79% do Ibovespa.
Carteira ESG 5+
A carteira ESG 5+ da Genial teve apenas uma alteração para o mês de fevereiro, com a troca das ações de Cemig (CMIG4) pelas de Itaú Unibanco (ITUB4). O portfólio completo segue com Assaí, Duratex, Irani e Simpar.
Em janeiro, a carteira ESG 5+ teve baixa de 6,50%, ante queda de 4,96% do Índice de Sustentabilidade (ISE).