“No mercado local, ainda que existam ruídos advindos de Brasília, uma maior desconfiança em relação à trajetória fiscal e juros ainda altos, temos visto uma retomada de maior alocação de risco em Bolsa local, seja direcional ou via long & short”, destaca o documento da XP, assinado por Clara Sodré, Luiz Felippo e Pedro Cardona, analistas de fundos.
A pesquisa apontou também um consenso entre os gestores que acreditam que a autoridade monetária deve subir os juros na reunião de amanhã (18) em 0,25 ponto porcentual, elevando a taxa básica de juros brasileira para 10,75% ao ano. “Observamos divergências nas perspectivas de aumento da Selic este ano, com 50% dos gestores acreditando que a Selic finalizará o ano em 11,75%.”
Outro ponto destacado pela pesquisa da XP é o aumento na percepção positiva sobre a economia local. Na pesquisa de julho, 47% dos gestoras tinham visão positiva, passando para 76% na pesquisa atual. Essa mudança possibilitou que os gestores apresentassem um aumento de exposição ao risco no mercado local, se equiparando ao patamar de risco do mercado global.