“Pressões significativas de custos, inflação de serviços crescente, risco político e fiscal persistente e uma generalização de efeitos de segunda ordem e de forças inerciais agora estão contaminando a perspectiva de inflação em 2022”, escreve o economista do Goldman Sachs Alberto Ramos, em relatório. “Além disso, os recentes desenvolvimentos fiscais, deterioração das expectativas de inflação e crescentes prêmios de risco fiscal deterioraram o balanço de riscos para a inflação.”
Agora, o Goldman Sachs calcula uma probabilidade de 25% de uma alta mais amena da Selic, de 1,25 ponto. Na sexta-feira, 22, o banco estimava uma chance de 33% de elevação da Selic em 1,5 ponto.
O IPCA-15 acelerou de 1,14% em setembro para 1,20% em outubro, mais próximo do teto (1,25%) do que da mediana (1,0%) das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast. No relatório, o Goldman Sachs notou surpresas nos serviços (0,74% para 1,03%) e na média dos núcleos (0,80% para 0,82%).