Jorge Pinheiro, então presidente, passará ao longo do próximo ano a atuar exclusivamente como chairman executivo, sucedendo o fundador da empresa, Candido Pinheiro, que permanecerá contribuindo como conselheiro.
Segundo a Hapvida, a decisão segue um plano sucessório definido em 2024 e iniciado no começo de 2025, por meio de processo formal e inclusivo de avaliação de candidatos, com participação de consultoria internacional e cuja primeira etapa foi concluída recentemente.
Adib está na companhia há seis anos. Em sua nova posição, deverá acelerar as transformações que a companhia vem conduzindo nos últimos anos, com foco em cultura organizacional. Dentre as prioridades de seu mandato, estão a centralidade na experiência do usuário, a revisão de produtos, o posicionamento estratégico e a transformação digital, bem como o rigor e a disciplina na alocação de capital.
Adib contará, ao longo do seu processo de preparação e transição, com o suporte de Jorge Pinheiro e com a supervisão do conselho de administração.
A Hapvida recebeu também a carta de renúncia de Alain Benvenuti ao cargo de diretor estatutário. Em seu lugar, assume Cidéria Costa, que até então atuava como diretora executiva de Medicina Diagnóstica. Costa tem forte atuação em gestão operacional, padronização de protocolos, eficiência assistencial e inovação. Na companhia, liderou iniciativas de modernização incluindo projetos de automação, centralização, integração do diagnóstico com programas de prevenção e uso de tecnologia para acelerar jornadas clínicas e melhorar desfechos.
O ano foi negativo para a Hapvida na Bolsa brasileira. O papel da empresa tomba 57,97% no acumulado de 2025, ficando à frente, no ranking de piores resultados anuais do Ibovespa, apenas da Raízen (RAIZ4), que derrete 62,5% no período. Só em novembro, os papéis da empresa de saúde despencaram 54,92%, após divulgarem resultados pressionados pelo aumento de custos e pela alta sinistralidade.