O viés negativo dos índices acionários no pré-mercado de Nova York pode estimular uma correção do Índice Bovespa hoje, após fechar ontem no segundo maior nível de fechamento da história. Também pesa o recuo nas cotações do petróleo, com o Brent caindo próximo a 0,70%.
Por outro lado, a disparada de 4% do minério de ferro, na China, deve atuar como contraponto, favorecendo as empresas do setor de mineração, como a Vale (VALE3). Por ora, no entanto, os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da mineradora recuam 0,14%.
Lá fora, são aguardados a pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado, o relatório Jolts de emprego e o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços medido pelo ISM, em um momento em que ganham força as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na reunião no fim deste mês.
Em meio à ausência de novos catalisadores no mercado local, os juros futuros tendem a acompanhar o comportamento dos rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) e do câmbio, que pode passar por ajuste após emendar o quarto pregão consecutivo de alta na véspera, antes das divulgações dos indicadores americanos de hoje. Às 9h23 (de Brasília), o dólar hoje beirava estabilidade, com leve alta de 0,06%, a R$ 5,37 na venda.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Maria Regina Silva e Luciana Xavier, do Broadcast