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Ao deixar a Selic inalterada em 15,00% ao ano, pela quinta vez seguida, o colegiado foi explícito ao afirmar que o próximo passo será de queda do juro básico.
Para Lucca Macieira, analista de Mercado da Victrix Capital, o Índice Bovespa reage, principalmente devido à comunicação do Banco Central, que foi “relativamente mais dovish (leve)” do que o mercado esperava. “Esse fator deve sustentar o otimismo para bolsa brasileira”, estima. Para ele, a mensagem do Copom reforça que o processo de cortes será gradual e dependente de dados.
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Além disso, o principal índice da B3 pode ainda se beneficiar do fluxo estrangeiro, diante do apetite por ativos de risco em Nova York, da alta do petróleo (2,35%) e do minério de ferro (1,78%).
Lá fora, o mercado reage à manutenção dos juros do Fed, entre 3,50% e 3,75%, sem sinalizar cortes. Analistas veem viés de afrouxamento à frente, refletido nos votos dissidentes de Stephen Miran e Christopher Waller, que defenderam corte de 25 pontos-base. Com isso, cresceram as apostas em Waller para presidir o BC americano.
No câmbio, o dólar hoje testa leve queda ante moedas fortes e ante o real. Após a abertura, a moeda americana cedia 0,10%, a R$ 5,19 na venda.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano reforça um cenário de juros elevados por mais tempo no Brasil.
O comunicado da reunião trouxe outras mudanças relevantes no tom e no conteúdo. A expectativa é de queda para os juros curto e intermediário, pois foi retirada a incerteza quanto ao início do ciclo de cortes, abrindo o debate sobre o ritmo da flexibilização.
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Para o investidor, isso significa conviver com retornos elevados na renda fixa, mas também com o risco de decisões excessivamente concentradas no curto prazo. Na avaliação de especialistas, o momento pede menos preocupação com o noticiário e mais organização da carteira de acordo com prazo, objetivos e perfil de risco. Veja a análise completa.
A mediana do mercado indica fechamento líquido de 481,3 mil vagas com carteira assinada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro, após a leitura de novembro ter indicado criação de 85.864 postos formais. As estimativas para esta leitura, todas de fechamento, variam de 560.015 a 264.848 vagas.
O economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, estima destruição líquida de 465,7 mil vagas no Caged em dezembro, em linha com a sazonalidade do período. A projeção inclui saldo negativo em todos os principais setores da economia: Serviços (-200.000); Indústria (-115.000); Construção (-80.000); Agropecuária (-50.000); Comércio (-20.000).
No cenário da 4intelligence, 2025 deve encerrar com saldo líquido positivo de 1.409.601 vagas formais, desacelerando em relação ao saldo próximo de 1,7 milhão, registrado em 2024. A expectativa, diz ele, é que haja nova perda de fôlego no Caged em 2026, em linha com um crescimento também mais brando da economia como um todo.
“A trajetória de pouso suave esperada para o crescimento econômico deve ter reflexo na magnitude da desaceleração do mercado de trabalho”, reforça.
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Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Maria Regina Silva, Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast
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