

O Ibovespa futuro abriu esta quarta-feira (2) com leve queda de 0,10%, aos 131.530 pontos, mas logo passou a subir 0,11%. As atenções do mercado estão voltadas para o anúncio de novas tarifas de Donald Trump. Há também dados da produção industrial brasileira – veja aqui a agenda completa do dia.
Na contagem regressiva para as tarifas dos EUA, os mercados globais mostram forte cautela à espera do anúncio de Trump, que deve ocorrer a partir das 17 horas (de Brasília).
Um adicional de 20% sobre as importações dos EUA poderia elevar o núcleo da inflação medida pelo Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) em 2%, mas, após atenuações, o aumento deve ficar em torno de 1,25%, calcula a Pantheon Macroeconomics.
- Trump, tarifas e recessão: o que Wall Street espera para abril
O que fica no radar do Ibovespa futuro hoje
Impacto das tarifas de Trump nos mercados globais
Os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) voltam a cair, assim como os futuros de Nova York e as bolsas europeias. O dólar hoje recua com a busca de proteção no iene – veja os detalhes aqui.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Por aqui, o principal índice da B3 hoje deve acompanhar a volatilidade dos ativos em Nova York e nas commodities. Dólar e juros futuros podem ficar sob pressão. Nesta quinta-feira, o dólar abriu em leve queda de 0,10%, a R$ 5,6777.
O petróleo opera em queda em torno de 0,40%, estendendo perdas de terça-feira (1º), enquanto operadores aguardam anúncio de medidas tarifárias de Trump. Já o minério de ferro fechou em alta de 1,09% na China.
- Trump pressiona o petróleo com novas tarifas. Como isso afeta a Petrobras?
Produção industral brasileira
A produção industrial caiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado contrariou a mediana das previsões de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,2%. O intervalo das estimativas ia de queda de 0,4% a alta de 1,5%.
Em relação a fevereiro de 2024, a produção subiu 1,5%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um avanço de 0,8% a 4,9%, com mediana positiva de 2,1%. No acumulado do ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, a indústria teve uma alta de 1,4%. No acumulado em 12 meses, a produção subiu 2,6%.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
Publicidade
*Com informações de Daniela Amorim, Silvana Rocha e Luciana Xavier, do Broadcast