Payroll dos EUA e Nvidia ficam no foco na semana; IBC-BR é destaque local (Foto: Adobe Stock)
O Ibovespahoje encerrou a sessão de segunda-feira (17) com queda de 0,47%, aos 156.992,93 pontos. O desempenho da bolsa brasileira acompanhou o ambiente de cautela no exterior, com a sobrevalorização do setor de inteligência artificial (IA) e as dúvidas quanto ao ciclo de corte de juros nos Estados Unidos. O índice Dow Jones fechou com queda de 1,18%, aos 46.590,24 pontos. Já o S&P 500 recuou 0,91%, aos 6.672,41 pontos e o Nasdaq cedeu 0,84%, aos 22.708,07 pontos. O VIX – espécie de “termômetro do medo” – saltou 12,86%, a 22,38 pontos.
Mais cedo, as atenções do mercado estão no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e o relatório Focus. Pela manhã, o Ibovespa retomou a pontuação em meio à virada para o positivo das bolsas de Nova York. Além disso, a alta das ações da Vale (VALE3/0,41%) e Petrobras (PETR3/0,60%; PETR4/0,80%) estava limitando um recuo mais acentuado do principal indicador da B3.
O avanço dos papéis da estatal refletiu a notícia de que a empresa identificou a presença de petróleo de excelente qualidade no pós-sal da Bacia de Campos, em um poço exploratório no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde — movimento que ocorre apesar da queda do petróleo (0,30%). Já a valorização da Vale tem como principal referência o avanço do minério de ferro (1,8%).
A despeito da alta dos papéis de maior peso na composição do Ibovespa, o mercado segue cauteloso, reprecificando o cenário de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), chama a atenção Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.
“Com isso, investidores têm priorizado ativos dolarizados e/ou defensivos”, diz.
Em paralelo, investidores digerem a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de remover a tarifa básica de 10% sobre importações de produtos agropecuários. Contudo, o republicano manteve a sobretaxa adicional de 40%.
Ao mesmo tempo, o mercado avaliou o boletim Focus e o IBC-Br de setembro, divulgados nesta manhã, sugerindo espaço para cortes da taxa Selic.
Quanto ao boletim Focus, o destaque foi a mediana do para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, que caiu para 4,46%, abaixo do teto da meta pela primeira vez desde o relatório publicado no dia 2 de dezembro de 2024. Apesar disso, as projeções para a taxa Selic prosseguiram em 15,00% para este ano e em 12,25% para 2026.
“A grande notícia foi a melhora das projeções para o IPCA de 2025”, diz o economista André Perfeito. Apesar da novidade, o economista diz em nota ser temerário imaginar que isso quer dizer de fato uma melhora generalizada das expectativas, afinal faltam poucas semanas para o fim desse ano e essa melhora não se traduziu em revisões adicionais para horizontes mais longos.
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Já o IBC-Br teve queda de 0,24% em setembro, ante agosto, recuo mais intenso do que a mediana negativa de 0,10% das projeções.
Agenda econômica no exterior
No exterior, a agenda econômica com a previsão de dados importantes ao longo da semana concentrou a atenção dos investidores. Na terça-feira (18), saem a produção industrial dos EUA, encomendas à indústria, confiança das construtoras, e balanço da Home Depot. Na quarta-feira (19), são esperados o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do Reino Unido e da zona do euro, a ata da última reunião do Fed, e balanço da Nvidia.
Na quinta-feira, nos EUA, serão conhecidos também os pedidos de auxílio-desemprego, vendas de moradias usadas e balanço do Walmart. Sexta-feira é dia de vendas no varejo do Reino Unido, índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, além de Índices de Gerentes de Compras (PMIs) compostos da zona do euro e EUA.
No câmbio, o dólar hoje fechou nesta segunda-feira (17) com alta de 0,64%, cotado R$ 5,3310.
*Com informações de Maria Regina Silva, Marianna Gualter, Gabriela Jucá, Luciana Xavier e Silvana Rocha, do Broadcast