O cenário base que a estrategista usa para chegar ao preço-alvo considera um crescimento de longo prazo de 5,5%, Produto Interno Bruto (PIB) potencial de 1,5% e uma taxa de inflação de longo prazo de 4%. “O ambiente macroeconômico brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador, à medida que a deterioração fiscal continua afetando os preços dos ativos locais”, afirma Cardoso, justificando que a definição do preço-alvo de 145 mil pontos reflete uma postura cautelosa da Santander Corretora.
Já a taxa de crescimento dos lucros do Ibovespa é de 10% em 2025, mas a estrategista observa que há risco do consenso do mercado rever para baixo as suas estimativas, que atualmente prevê alta de 15% na comparação anual.
Segundo Cardoso, essa revisão do mercado estaria apoiada na avaliação de que as empresas com maior foco no mercado interno, provavelmente, enfrentarão custos mais altos diante da forte depreciação do câmbio e da curva de juros pressionada.