
(Reuters) – O governo do Rio de Janeiro tem até o começo da próxima semana para definir o preço da água que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) vai vender para a eventual concessionária privada que será encarregada pela distribuição no Estado. Caso contrário, o leilão de concessão da estatal fluminense de água e esgoto pode não acontecer, disseram nesta sexta-feira duas fontes próximas às negociações.
Segundo as fontes, a Cedae estaria “procrastinando a definição do valor da água, de forma proposital, para retardar ou até mesmo inviabilizar a concessão programada para o primeiro trimestre do ano que vem”. As discussões sobre o leilão de concessão de partes da Cedae começaram em 2018 e até agora o valor da água que será vendido ao futuro concessionário não foi definido. “O ‘input’ tem que vir da Cedae, que está resistindo… O que se vê é uma tentativa de boicote”, disse uma das fontes.
Procurado, o governo estadual afirmou em comunicado que a “Cedae estuda o valor a ser estabelecido para a venda da água às concessionárias vencedoras da licitação prevista para o próximo ano” e que “para o Estado, a prioridade é a melhoria da qualidade de vida da população”.
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Segundo as fontes, se até a semana que vem o preço da água a ser fornecida pela Cedae ao futuro concessionário não for definido, não haverá tempo hábil para a análise do valor e eventual aprovação pelos atuais prefeitos que estão no fim do mandato. Como muitos não foram reeleitos, deixar a definição do valor e a sua análise e votação para o ano que vem coloca em risco o processo de concessão.
Sem a definição do valor do metro cúbico de água que será vendida pela Cedae remanescente ao futuro concessionário que assumirá as áreas de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto, não há como publicar o edital da concessão esse ano, como previsto pelo BNDES em várias ocasiões ao longo deste ano.