“A gente cresce, mas cresce de maneira gradual e sustentável, sem excessos. Não embarcamos em aventuras nem aceleramos além do que a estrutura comporta”, afirmou Bidetti, em entrevista à Broadcast. Apesar da demanda crescente por FIDCs, o executivo diz que a casa não acelerou o ritmo de crescimento de forma desordenada, e apenas algo como 20% das operações analisadas avançam no pipeline.
Esse posicionamento está ligado ao modelo verticalizado da gestora, que origina, estrutura, gere e faz operações com tecnologia própria. A Integral também passou a internalizar a administração fiduciária de seus fundos, reforçando o controle sobre os processos. “Isso nos ajuda a garantir a qualidade que queremos entregar ao investidor, inclusive em momentos de estresse”, observa Bidetti.
No segmento de FIDCs, a Integral tem histórico concentrado em operações corporativas consideradas high grade (investimentos de baixo risco), ligadas a grandes empresas e cadeias de fornecedores. Entre os exemplos estão fundos atrelados a grupos industriais e operações com montadoras, além de fundos com investidores institucionais.
O fundo voltado ao investidor qualificado, um Fundo de Investimento em Cotas (FIC) de FIDC lançado em 2024 e anunciado em primeira mão pela Broadcast, encerrou o primeiro ano de operação com retorno acima do CDI, de 119% desde o início, e cerca de R$ 15 milhões de patrimônio líquido.
Já no embalo da regra 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o novo fundo, agora destinado ao investidor varejo, já está com regulamento praticamente pronto e deve ser lançado ainda neste semestre. A estratégia prevê carteira pulverizada e foco em créditos de maior rating, adianta Marcos Iorio, sócio e gestor da Integral. Para atender ao mercado de RPPS, a gestora estuda um veículo separado, diante das regras específicas desse público.