A gestora tem o fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) HASH11, o segundo maior do Brasil em número de cotistas, mas também está atuando como ponte para que gestoras acessem o mundo cripto. No contexto da previdência complementar, assunto do congresso, Kerbage aponta que os futuros cotistas, a atual geração entre 16 e 25 anos, é a que mostra mais interesse pelos ativos como o bitcoin e ethereum.
Apesar dos preços dos ativos estar muito aquém da máximas históricas em 2021, o executivo aponta que o bitcoin tem valorização de cerca de 60% este ano, registrando a maior alta nos mercados. “O bitcoin tem um padrão de ser a melhor ou a pior aplicação do ano sempre. Vemos ele na primeira posição em 2023 e acreditamos que isso vai se repetir nos próximos 12 e 24 meses”, afirmou.
O mercado teve uma explosão em 2020 e 2021, depois que as tecnologias foram impulsionadas pelos investimentos de Venture Capital (VC) em 2018, de acordo com Kerbase. Naquele ano o total de aportes foi de US$ 5 bilhões. “Imagine então qual será o crescimento com os investimentos de 2021 e 2022, de cerca de US$ 50 bilhões?” No ano passado, mesmo em meio a crises, os VCs injetaram US$ 26 bilhões em empresas que desenvolvem projetos relacionados ao blockchain.
A curva de adoção de cripto está em um período inicial, mais ou menos como a internet estava no final dos anos 1990, diz Kerbage. Naquela época, ele lembra que os bancos não estavam inseridos no meio digital, nem operacionalmente e tampouco na ponta final, para os clientes. “Nesta década, acreditamos que vamos nos mover para que cripto faça parte da vida das pessoas”, disse.