Considerando a América Latina, a marca mais valiosa é a cervejaria mexicana Corona, na 207ª posição. Outra cervejaria do México, a Modelo, também aparece no levantamento, em 455º lugar. Da região, são cinco marcas, que somadas valem US$ 34,4 bilhões, 9% a mais do que as marcas presentes em 2023.
Do Brasil, só os bancos ganharam destaque no ranking mundial. Além do Itaú, o Banco do Brasil (BBAS3) (431º) e Bradesco (BBDC4) (477º) também apareceram no levantamento, com valor de marca de US$ 5,5 bilhões e US$ 5 bilhões, respectivamente.
O Itaú segue como a maior marca brasileira, mas caiu 21 posições no ranking em relação a 2023, quando ficou em 242. No final do ano passado, o banco fez sua maior mudança de marca em 50 anos, assumindo a cor laranja em seu principal logotipo. A mudança gerou debates nas redes sociais, com internautas comparando Itaú ao banco Inter.
“Novamente os bancos lideram as marcas brasileiras mais valiosas em nível global”, afirma o diretor da Brand Finance no Brasil, Eduardo Chaves. Com alto volume de receitas, percebidos como inovadores e com boa comunicação, o potencial de crescimento do setor bancário ainda é alto, observa o executivo.
Metodologia
Para calcular o valor de uma marca, a Brand Finance usa uma metodologia que determina o montante que uma empresa estaria disposta a pagar pelo direito de usar sua marca, como se a companhia não fosse detentora dela. Para isso, procura estimar a receita futura atribuível à marca e calcular uma taxa de royalty pelo uso da marca. Em um dos sete passos para mensurar este valor, a consultoria estima a força da marca, em uma escala de 0 a 100, levando em conta atributos como desempenho financeiro da empresa, sustentabilidade e conexão emocional com as pessoas.
A Apple é a marca mais valiosa do mundo, com um valor de US$ 516,6 bilhões, seguida pela Microsoft (US$ 340,4 bilhões) e pelo Google (US$ 333,4 bilhões). Ao todo, a Brand Finance testa 5 mil marcas no planeta para chegar ao ranking final das 500.
A marca que mais avançou em valor foi a Nvidia (NVDC34), fabricante de chips, estimulada pelo crescente interesse na inteligência artificial, com salto de 163% no valor da marca, para US$ 44,5 bilhões.