No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,624%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,262% e do T-bond de 30 anos aumentava a 4,420%.
Embora o presidente do banco central americano, Jerome Powell, tenha evitado declarar vitória prematura contra a inflação, na última sexta-feira, investidores consolidaram a aposta de que o Fed cortará a taxa básica em 1,25 ponto porcentual a partir de março até o final do ano que vem.
Diante disso, os rendimentos da renda fixa caíram às mínimas em vários meses na última sessão da semana passada, mas o movimento se reverteu hoje, à medida que analistas veem otimismo exagerado nas mesas de operações.
A Oxford Economics espera apenas dois cortes nos juros em 2024, com a primeira redução apenas no terceiro trimestre. “Nossa previsão aponta para uma desaceleração do crescimento no 1º semestre de 2024, seguido por uma moderação adicional nas contratações e no crescimento salarial no segundo semestre, antes que o Fed se sinta confortável o suficiente para aliviar as taxas”, prevê.
A Capital Economics, por sua vez, projeta que a curva deve desinverter em 2024, ou seja, os rendimentos de longo prazo voltarão a superar os de curto prazo. A consultoria projeta que o spread entre os retornos de 10 e 2 anos ficará em +50 pontos-base (pb) ao fim do ano que vem, comparado com cerca de -35 pb atualmente.
Para os próximos dias, o foco se volta para importantes indicadores sobre o mercado de trabalho americano, entre eles o relatório de abertura de vagas (Jolts) e o de criação de emprego (payroll).