Para o Itaú BBA, o desempenho foi neutro, com Ebitda em linha com o esperado. O analista Daniel Sasson destacou a fraqueza na commodity, afetada por preços menores e custos mais altos, compensada por uma performance mais forte em papel e embalagens, beneficiada por volumes robustos e vendas pontuais de terras. O banco ressaltou a sólida geração de fluxo de caixa livre (FCF) e a redução da alavancagem, apoiada por R$ 600 milhões de transações florestais. A recomendação segue Outperform (compra), com preço-alvo de R$ 23, implicando potencial de alta de 27,9%.
O Citi classificou o trimestre como resiliente, com resultados alinhados às suas estimativas e acima do consenso de mercado (R$ 2 bilhões). Os analistas Stefan Weskott, Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello destacaram o desempenho sazonalmente forte, especialmente em caixas de papelão ondulado, cujos volumes e preços superaram expectativas. O custo caixa por tonelada caiu com maior diluição dos custos fixos e venda de madeira no mercado spot (negociação instantânea). O banco mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 28, um potencial de valorização de 55%.
O Safra avaliou o resultado como levemente acima do esperado, também puxado pelo supracitado segmento de papel e embalagens. O analista Ricardo Monegalia também destacou a FCF, mas manteve cautela em relação ao trimestre que virá (4T25), citando demanda sazonalmente mais fraca, paradas de manutenção nas unidades de Ortigueira e Correia Pinto e valorização do real, fatores que podem limitar o alívio nos preços de celulose e papel.
No geral, os Safra, Citi e Itaú BBA enxergam um trimestre equilibrado, com a Klabin (KLBN11) compensando o enfraquecimento da celulose com o avanço das divisões de papel e embalagens e mantendo a trajetória de desalavancagem.
Com informações de Márcia Furlan e Talita Nascimento, do Broadcast