A receita líquida somou R$ 5,426 bilhões no trimestre, avanço de 9% em relação ao ano anterior. No segmento de papéis, a alta foi de 11%, sustentada pelo crescimento de 10% no volume de vendas e pela elevação de 3% no preço médio de papel-cartão, compensando a valorização do real frente ao dólar. Já o negócio de embalagens cresceu 20% em receita, puxado pela demanda de papelão ondulado em segmentos exportadores e pelo aumento da participação de mercado.
Segundo a empresa, o desempenho do Ebitda reflete também a contribuição da unidade florestal, com maior volume de vendas de madeira e terras, e a ausência de paradas gerais de manutenção no período. A geração de caixa por tonelada, medida pelo Ebitda ajustado deduzido do Capex de manutenção, foi de R$ 1,492 bilhão, 8% acima do 3T24.
A Klabin encerrou o trimestre com endividamento líquido de R$ 26,097 bilhões, redução de 12% sobre o mesmo período de 2024 e queda de R$ 1,8 bilhão em relação ao segundo trimestre, beneficiada por fluxo de caixa livre positivo de R$ 699 milhões, uma operação imobiliária de R$ 600 milhões e pela valorização do real.
A relação dívida líquida/Ebitda ajustado medida em dólares ficou em 3,6 vezes, redução de 0,3 vez em comparação ao trimestre anterior.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 11,4% no 3T25, aumento de 0,4 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024, impulsionado pela expansão do Ebitda nos últimos 12 meses, que somou R$ 7,8 bilhões.
Segundo a Klabin (KLBN11), a melhora operacional mais do que compensou o aumento do capital investido decorrente da incorporação dos ativos florestais do Projeto Caetê e da capitalização dos Projetos Puma II e Figueira, que iniciaram operações recentemente.