“Você estabeleceu uma meta de inflação de 3,7%. Quando faz isso, é obrigado a arrochar mais a economia para atingir a meta. Por que precisava atingir os 3,7%? Por que não fazia 4,5% como nós fizemos?”, indagou, em entrevista à Globo News nesta quarta-feira, 18.
A meta do Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2023 é de 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Para 2024 e 2025, o alvo é de 3%, com banda de 1,5% a 4,5%.
A crítica do presidente chama a atenção porque, apesar de o Banco Central ser autônomo, o governo tem maioria no Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável, entre outras funções, por estabelecer a meta de inflação. O colegiado voltará a ser composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, como até 2018. Na entrevista, Lula também chamou a “independência” da autoridade monetária de “bobagem”.