

Após negociações diante da tabela apresentada na última quarta-feira (2) pelo presidente Donald Trump, a tarifa comercial dos Estados Unidos deve chegar a uma média de 19% – o maior nível desde 1929. A avaliação é de Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset Management.
“O assunto de ontem pouco foi explicado”, adiantou Stuhlberger, durante evento da Verde Asset em parceria com a Icatu Seguros, que acontece nesta manhã, em São Paulo. Mas ele destaca que se antes de 2 de abril as tarifas efetivas sobre importações americanas estava em uma faixa entre 7,5% e 10%, e a tabela de ontem trouxe “surpreendentes” taxas de até 39%, as negociações devem chegar a uma média de tarifas calculada em 19%. “É o grau de protecionismo mais alto da história americana.”
Segundo o gestor, as tarifas apresentadas ontem foram uma “criatividade econômica” de Trump, com a Casa Branca apresentando uma fórmula “sem nenhum cabimento” para não ter que dizer ser contra um país ou outro. Mas, para o executivo da Verde Asset, o grau do tarifaço “surpreendeu o mundo inteiro” e a região mais afetada foi a Ásia.
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No caso do Brasil, Stuhlberger avalia que o País foi um dos que saíram mais beneficiados, uma vez que tem uma balança comercial equilibrada com os Estados Unidos e entrou na faixa de 10% de tarifas. “Não à toa os mercados brasileiros abriram bem, e o Ibovespa deve cair um pouco por Vale e Petrobras. Mas todos os setores da Bolsa devem subir hoje, pois saímos beneficiados. Resta ver se o Brasil vai aproveitar essa oportunidade”, afirma.