Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para dezembro encerrou a sessão com ganho de 1,19%, a US$ 3,6105 a libra-peso. Por volta das 14h10 (de Brasília), o cobre para três meses avançava 1,64%, a US$ 7.997,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME).
O dólar corrigiu parte dos fortes ganhos recentes nas últimas sessões, à medida que os mercados aguardam o dado do CPI amanhã. Caso a desaceleração inflacionária se confirme, a expectativa é de que a moeda americana caía ainda mais, ajudando os metais. Isso porque a desvalorização da divisa dos EUA tende a ser positiva para commodities, ao torna-las mais baratas para detentores de outras moedas.
Além do câmbio, as cotações são beneficiadas também por crescentes riscos à oferta, de acordo com o Commerzbank. O banco lembra que, na Europa, um crescente número de mineradoras é forçado a paralisar a produção, por conta da escalada dos preços de energia.
No Chile, na maior mina de cobre no mundo, em Escondida, trabalhadores ameaçam entrar em greve por disputas salariais. “Depois que a produção caiu em julho no Chile e no Peru – o segundo maior produtor -, isso pode gerar temores de uma situação de oferta apertada”, alerta o Commerzbank .
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio cedia 0,11%, a US$ 2.286,50; a do chumbo ganhava 1,11%, a US$ 1.955,00; a do níquel saltava 6,71%, a US$ 24.500,00; a do estanho aumentava 0,77%, a US$ 21.510,00; a do zinco se elevava 0,42%, a US$ 3.206,00.