O cobre para março fechou em queda de 2,89%, em US$ 3,7630 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 2,78%, a US$ 8.285,00 a tonelada, por volta de 15h05 (de Brasília).
Tanto o Banco da Inglaterra (BoE) quando o Banco Central Europeu (BCE) desaceleraram o ritmo de aperto monetário e elevaram juros em 0,5 ponto porcentual nesta quinta-feira. No entanto, ambos os bancos centrais sinalizaram que continuarão elevando juros nos próximos meses e seguiram o mesmo caminho traçado pelo Fed, que, apesar de ter arrefecido o ritmo de aperto, aumentou ontem as projeções para as taxas dos Fed Funds e para a inflação, nos próximos anos. Tal cenário favoreceu o dólar, e, consequentemente, pressionou a maioria das commodities.
Por outro lado, analistas da ANZ Research comentam que consideram a dinâmica de oferta e demanda do cobre favorável. “A reabertura da China está gerando esperanças de uma demanda mais forte em um futuro não muito distante”, dizem. Porém, eles ressaltam que as preocupações com o abastecimento também estão aumentando, já que os protestos políticos do Peru ameaçam interromper a produção e o armazenamento de cobre. O país é o maior produtor do metal básico.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado a tonelada do alumínio caía 2,63%, a 2.387,50; a do chumbo recuava 1,38%, a US$ 2.146,50; a do níquel avançava 0,92%, a US$ 28.640,00; a do estanho tinha queda de 3,79%, a US$ 23.450,00; e a do zinco cedia 3,07%, a US$ 3.158,50.
*Com informações Dow Jones Newswires.