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Metais: cobre fecha em alta, de olho em política de covid-19 na China

Na Comex, o cobre com entrega prevista para dezembro avançou 0,51%, a US$ 3,6300 por libra-peso

Metais: cobre fecha em alta, de olho em política de covid-19 na China
Foto: Envato Elements

Os contratos futuros de cobre fecharam em alta nesta terça-feira (29), em uma sessão na qual as perspectivas para as condições na China impulsionaram os metais básicos. Depois de pressionarem as commodities por conta do receio com as possíveis reações do governo, os protestos contra a política de covid zero no país e os sinais de algum relaxamento na postura estimularam os ativos do setor. Por sua vez, o impulso pode ser limitado, e analistas sinalizam ainda os riscos sanitários.

Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para dezembro avançou 0,51%, a US$ 3,6300 por libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses subia 0,68% por volta de 15 horas (de Brasília), a US$ 8.034,50.

O Commerzbank descreve que a agitação na China prejudicou consideravelmente os mercados de metais básicos no início da semana, exacerbando as preocupações econômicas do país. Inicialmente, o mercado parece ter assumido que o governo tomaria medidas duras em resposta. “No entanto, o sentimento mudou rapidamente quando uma reunião na Comissão Nacional de Saúde despertou esperanças de um relaxamento da rígida política de coronavírus contra a qual as pessoas estavam se manifestando”, aponta o banco alemão. Além disso, foram anunciadas novas ajudas para o setor imobiliário, destinadas principalmente a facilitar o financiamento.

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Por sua vez, o Commerzbank continua cético sobre as chances de o país se retirar significativamente de sua política de zero-Covid em um futuro próximo, embora isso seja necessário para que o setor imobiliário se recupere de forma duradoura, uma vez que sofre de demanda fraca para propriedades. “Acreditamos, portanto, que o potencial de recuperação dos preços dos metais básicos será limitado por enquanto”, projeta. Para a Capital Economics, “sinais concretos de um esforço para sair da covid zero estão surgindo”, com o anúncio hoje do esforço para vacinar os idosos. “Se tudo correr bem, a China poderá relaxar significativamente os controles de covid no próximo ano. Mas resta saber se a persuasão por si só aumentará a aceitação da vacina”, diz a consultoria.

O Commerzbank cita ainda expectativas de maior oferta de concentrado de cobre em meio às expansões da capacidade de mineração no Chile e no Peru. “Isso aponta para um mercado de cobre amplamente abastecido no próximo ano, confirmando assim a previsão do Grupo Internacional de Estudos de Cobre de um excedente de oferta”, destaca.

Entre outros metais negociados na LME sob mesmo vencimento, a tonelada do alumínio subia 0,15%, a US$ 2.377,50; a do chumbo subia 1,02%, a US$ 2.132,50; a do níquel operava em alta de 4,71%, a US$ 26.805,00; a do estanho subia 1,03%, a US$ 22.580,00; e a do zinco tinha baixa de 0,58%, a US$ 2.927,00.

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