

Os contratos futuros de cobre fecharam em alta nesta sexta-feira, após a surpresa positivo com dado da indústria chinesas e com questões de oferta no radar. Os ganhos, no entanto, não foram suficientes para impedir as cotações de fecharem com queda semanal, em meio à preocupação com a atividade global.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para dezembro encerrou a sessão com ganho de 0,76%, a US$ 3,5165 a libra-peso, mas caiu 1,44% na semana. Por volta das 14h00 (de Brasília), o cobre para três meses avançava 0,95%, a US$ 7.784,50 por tonelada, uma desvalorização semanal de 0,98%
A produção industrial na China subiu 4,2% na comparação anual de agosto, após alta de 3,8% em julho, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado superou a previsão de economistas consultados pelo The Wall Street, que projetavam alta de 4%. As vendas no varejo e investimentos em ativos fixo no país também vieram melhores que o esperado.
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Os indicadores ajudaram as commodities metálicas a capitalizarem de contínuos riscos ao fornecimento. Segundo analistas da Galaxy Future, o fechamento de portos no leste chinês, na esteira de condições climáticas adversas, amplia as preocupações de oferta que sustentam os preços.
Apesar disso, a cautela ainda predomina em mesas de operações, diante de incertezas econômicas. O Banco Mundial estima que bancos centrais terão que subir juros em média de 2 pontos porcentuais para controlar a inflação, o que provocaria uma contração de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita em 2023, atendendo aos critérios de recessão.
Na próxima quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve subir juros em 75 pontos-base. Para a Capital Economics, esse aperto já está precificado nos mercados. “Mas ainda achamos que ele poderá dar um limite aos preços (de commodities) na próxima semana”, prevê a consultoria.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio cedia 1,40%, a US$ 2.282,50; a do chumbo perdia 1,49%, a US$ 1.885,50, a do níquel avançava 4,73%, a US$ 21.260,00; a do estanho ganhava 1,26%, a US$ 21.260,00; e a do zinco caía 0,39%, a US$ 3.159,50.
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