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Tempo Real

Modelo atual da Petrobras não funciona, diz Sachsida

O ministro reforçou sua posição de que não caberia ao governo interferir política política de preços

Por Estadão Conteúdo

21/06/2022 | 14:58 Atualização: 21/06/2022 | 14:26

Foto: Dida Sampaio/Estadão
Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Amanda Pupo e Marlla Sabino – O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou que “ninguém está satisfeito” com o modelo atual da Petrobras, referindo-se à discussão sobre manter ou não a petroleira sob controle estatal. “O modelo atual da Petrobras não funciona, isso tem que ficar claro para a sociedade, tem que escolher o modelo, Petrobras estatal ou Petrobras de mercado. Hoje ninguém está satisfeito com o modelo, e quem paga preço alto por isso é a população brasileira”, afirmou Sachsida em audiência pública na Câmara dos Deputados.

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O ministro voltou a responder questionamentos sobre a política de preços adotada pela Petrobras, reforçando sua posição de que não caberia ao governo interferir em tal política. Apesar de fazer essa ressalva, Sachsida classificou a política de preços de paridade de importação (PPI) como uma formatação de preço artificial, que tenta se aproximar do preço de mercado.

“O PPI é um preço artificial, não de mercado, é calculado com várias variáveis, essas variáveis geram determinado valor. A decisão de alterar ou não… tenho defendido, tem que ser da empresa. Ah, você morre de amores, pelo PPI? Não, eu gosto de preço de mercado”, respondeu Sachsida. Mais cedo, o ministro afirmou que o PPI foi instaurado pela Petrobras em momento em que a empresa vinha registrando déficits, dizendo ser natural que mudanças ocorram em decorrência de mudanças abruptas do cenário. “Eu adoro o preço de mercado, economista gosta de preço de mercado”, disse.

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