A Moody’s reafirmou nesta quinta-feira (19) o rating ‘Baa3’ atribuído à JBS (JBSS3), enquanto a perspectiva passou de estável para negativa. Segundo a agência de classificação de risco, a mudança na perspectiva reflete o desempenho financeiro mais fraco do que o esperado da empresa nos Estados Unidos nos últimos três trimestres, assim como em outros segmentos relevantes, como a Pilgrim’s Pride e a Seara. A expectativa da agência é de que “os fundamentos fracos de mercado na carne bovina dos EUA, junto com o ambiente de mercado competitivo na indústria de proteínas dos EUA e do Brasil, continuem pressionando os ganhos da JBS até 2024”, disse em nota.
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Quanto ao rating ‘Baa3’, a Moody’s disse que, mesmo posicionado de maneira mais fraca com a pressão das métricas de crédito, o rating segue considerando o tamanho da empresa (com receitas de mais de US$ 73 bilhões), suas operações globais robustas como maior produtor de proteína do mundo, além de sua diversificação em segmentos geográficos e de mercados. “Embora já haja indicações de uma recuperação
nos negócios de aves e suínos nos EUA, provavelmente levará mais tempo para a JBS atingir métricas condizentes com uma classificação ‘Baa3′”, escreveu a agência.
Com a perspectiva negativa, a Moody’s afirmou que “é improvável que ocorra uma elevação de rating”. No entanto, fatores como uma recuperação nas métricas de crédito poderiam levar a uma perspectiva estável. Para isso, seria necessário ainda que a JBS gerasse fluxos de caixa livre positivos de forma consistente, ao mesmo tempo em que “gerenciasse sua estratégia de fusões e aquisições e distribuição de dividendos sem comprometer a liquidez e mantendo a alavancagem dentro das metas declaradas em suas políticas financeiras”.
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