Nos últimos cinco anos, a presença feminina no mercado de renda variável – que inclui ações, fundos imobiliários, ETFs (fundos de índice) e Brazilian Depositary Receipts (BDRs) – aumentou 83,4%.
A maioria das mulheres que investem na B3 pertencem à geração X (nascidas entre 1965 e 1980) ou à geração Millennial (nascidas entre 1981 e 1996). Cerca de 80% das investidoras têm de 25 a 59 anos de idade, enquanto 14% possuem 60 anos ou mais. Já as mais jovens, com até 24 anos, representam 6% do total.
A mediana do estoque investido por mulheres na Bolsa corresponde a R$ 3.034. Entre os homens, esse valor é menor: R$ 1.716 por investidor. Do total investido em custódia em renda variável na B3, R$ 164,9 bilhões estão registrados em nome de mulheres e R$ 535,5 bilhões pertencem a investidores homens.
Em relação à divisão geográfica, seis em cada 10 investidoras são da região Sudeste do País. Outras 15,6% são da região Sul, 12,6% do Nordeste, 7,9% do Centro-Oeste e 3,7% do Norte. O maior estoque mediano é o da mulher do Sudeste, com R$ 4.147 por investidora, e o menor é o da nortista, com R$ 611 por investidora.
A B3 tem procurado expandir sua atuação para além do eixo Rio–São Paulo. “Queremos mostrar que investir é para todos e desmistificar a ideia de que cuidar das finanças representa uma função predominantemente masculina. Temos percebido que, quando as mulheres decidem ingressar nesse caminho, fazem isso com preparo, cautela e foco em segurança”, afirma Christianne Bariquelli, superintendente de Negócios para Pessoa Física da B3.
Onde as mulheres investem?
Na renda variável, os produtos favoritos são as ações à vista: 1 milhão de mulheres investem neste tipo de ativo. Os fundos imobiliários também atraem e estão presentes na carteira de 813 mil investidoras. Além disso, 236 mil mulheres possuem algum tipo de BDR e 200 mil têm posição em ETFs.
Das 15 ações mais presentes nas carteiras de mulheres na Bolsa, seis pertencem ao setor financeiro, quatro ao de utilidade pública e duas ao de materiais básicos. As demais se distribuem entre petróleo, gás e biocombustíveis, bens industriais e varejo, com uma ação em cada segmento.
Confira abaixo os papéis com maior número de mulheres investidoras em fevereiro de 2026: