O cashback é conhecido por 94% das mulheres, enquanto a rentabilidade automática do saldo atrelada ao CDI é conhecida por 75% das brasileiras. Porém, o levantamento revelou que 57% das mulheres utilizam ou já utilizaram cashback, enquanto entre os homens esse índice é de 67%. Em relação ao rendimento atrelado ao CDI, 56% das mulheres afirmam que têm ou já tiveram esse tipo de investimento, enquanto entre os homens esse percentual chega a 70%.
Por outro lado, as mulheres apontam que esses benefícios pesam mais na escolha do banco: 73% das mulheres afirmam que o rendimento automático do saldo influencia muito sua decisão, frente a 71% dos homens. O cashback é considerado altamente influente por 68% das mulheres, contra 65% dos homens, enquanto 65% delas destacam os descontos em lojas ou estabelecimentos, ante 61% do público masculino.
O mesmo padrão aparece nas decisões de consumo: 71% das mulheres afirmam que o cashback influencia muito na hora das compras, contra 65% dos homens. Descontos em lojas influenciam muito 68% das mulheres, enquanto entre os homens esse índice é de 64%.
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Ou seja, as mulheres valorizam mais estes benefícios, mas relatam menor uso deles. “Esse descompasso sugere barreiras de acesso e aponta uma oportunidade concreta de ampliar a autonomia financeira feminina”, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.
Segundo Marina Beer, diretora de marketing da 99Pay, a diferença salarial entre homens e mulheres pode ser um fator limitante para alguns benefícios financeiros e explica essa desigualdade. Segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego, as mulheres recebem, em média, 21% a menos que os homens no país.
A pesquisa contou com a participação de 1.800 brasileiros bancarizados, com idades entre 18 e 65 anos, de todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas entre 31 de outubro e 14 de novembro de 2025.