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Tempo Real

Saem 200% do CDI, entram 2,2 pontos por dólar: Nubank atualiza Ultravioleta com foco na alta renda

Clientes do cartão black do banco agora vão poder escolher entre cashback ou pontos; veja outras mudanças

Por Luíza Lanza

19/08/2025 | 19:51 Atualização: 19/08/2025 | 19:51

Nubank atualiza benefícios do Ultravioleta para dar ao cliente possibilidade de escolher entre pontos ou cashback. (Foto: Divulgação/Nubank)
Nubank atualiza benefícios do Ultravioleta para dar ao cliente possibilidade de escolher entre pontos ou cashback. (Foto: Divulgação/Nubank)

O Nubank anunciou nesta terça-feira (19) uma atualização do Nubank Ultravioleta Mastercard Black, seu cartão de crédito premium. A principal mudança são os pontos por dólar gasto, um benefício comum na modalidade “black” que o roxinho ainda não oferecia.

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Agora, o Ultravioleta vai gerar 2,2 pontos por dólar gasto ou 1,25% de cashback, na escolha do cliente. No Nu Viagens, plataforma de compra de passagens aéreas e reserva de hotéis do banco, os gastos no exterior geram 9 pontos por dólar ou 5% de cashback.

Segundo a fintech, os pontos ou o cashback vão cair instantaneamente na conta após a compra. O banco também zerou o IOF das compras internacionais e o spread da conta global em mais de 40 moedas.

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O Ultravioleta foi lançado em julho de 2021 com a proposta de ser um cartão de crédito premium, sem anuidade para clientes com faturas superiores a R$ 5 mil por mês ou mais de R$ 50 mil em investimentos no banco. Benefícios do segmento de alta renda, mas com barreiras de entrada mais baixas do que os pares do mercado – boa parte dos bancos exigem investimentos superiores a R$ 1 milhão para dar acesso a seus melhores cartões.

Mas logo a proposta escalou. Há dois anos, quando Lívia Chanes, atual CEO, ainda era líder das operações do Nubank no Brasil, ela disse ao E-Investidor que o objetivo era tornar o Ultravioleta um “pacote mais completo”.

De lá para cá, a modalidade foi reunindo benefícios. Até então, por não oferecer pontos, o cartão era conhecido principalmente pelo 1% de cashback que rendia 200% do CDI, um saldo que não expirava e podia ser convertido em milhas.

Na nova versão do cartão de crédito, a remuneração da fatura subiu para 1,25%, mas o rendimento de 200% do CDI do saldo da cashback será encerrado em 30 de setembro.

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“Fizemos muitos estudos e entendemos que 1,25% de cashback ou 2,2 pontos por dólar é muito competitivo para a grande maioria dos usuários. O cliente precisaria ficar muito tempo sem mexer no cashback para que os 200% do CDI fossem mais vantajosos do que os novos benefícios”, disse Ally Ahearn, diretora do segmento Nubank Ultravioleta, em evento de apresentação do produto à imprensa.

Benefícios e custos

O cartão continua com acesso ilimitado ao Lounge da instituição no Aeroporto de Guarulhos e agora passa a oferecer 4 acessos totais (acompanhantes contam) por ano às salas VIP da rede Priority Pass em todo o mundo. Os outros serviços, como tags de pedágios e estacionamento, conta na HBO Max e conexão de internet internacional continuam – e os 10 GBs oferecidos pelo eSIM agora não expiram.

Os benefícios aumentaram, mas o custo, também. Até aqui, o Ultravioleta tinha uma anuidade de R$ 49 ao mês, com isenção para clientes com faturas acima de R$ 5 mil ou mais de R$ 50 mil investidos no banco. Quem já é cliente vai ter as condições mantidas por 12 meses.

Quem aderir ao programa daqui para frente está sujeito a uma mensalidade de R$ 89. Para ter a isenção do cartão, será preciso ter gastos mensais acima de R$ 8 mil no cartão ou R$ 50 mil em investimentos na instituição.

O Ultravioleta virou a marca do Nu na alta renda, público que o banco – e o mercado – quer fidelizar com produtos personalizados, serviços exclusivos e atendimento premium. O banco não divulga quantos clientes já aderiram ao cartão, mas tem 3 milhões de usuários de alta renda. Nem todos são usuários do serviços, mas o objetivo claro é avançar nessa base.

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“Estamos focados em criar os produtos certos para atrair esse público e retê-los, para que eles tragam a vida financeira para o Nubank. Os produtos têm que ser incríveis, porque é um cliente muito bem servido no mercado”, reforça Ahearn.

Cartão de crédito vira peça-chave na briga pela alta renda

O cartão de crédito tem se tornado uma peça-chave na principalidade dos bancos – em outras palavras, como se tornar a instituição principal na vida do cliente. Se conseguir, leva junto das transações os depósitos e os investimentos.

Esse não é um objetivo só do Nubank. O cartão de crédito virou uma peça central na disputa pela carteira dos investidores de tíquete elevado, que oferecem cada vez mais novos tipos de serviços, muitos deles ligados a viagens internacionais, experiências em restaurantes e hotéis de luxo, para aprofundar o relacionamento e se diferenciar. Um movimento que vem acontecendo com destaque nas fintechs para fazer frente aos bancos tradicionais, que até há alguns anos dominavam sozinhos o segmento da alta renda.

Para citar exemplos recentes:

No fim de junho, a XP Investimentos lançou o XP Legacy, uma opção para quem tem mais de R$ 1 milhão investidos na corretora com pontos ou investback, além de serviços de viagens de alto padrão. Em maio, a corretora já havia lançado o XP Visa Infinite Privilege, voltado a investidores com patrimônio acima de R$ 30 milhões; a modalidade oferece até helicóptero.

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Nesse mesmo mês, o banco Inter havia anunciado um novo segmento de cartões para substituir a categoria “Black”. O Inter Prime liga os benefícios com a conta internacional do banco, oferecendo internet gratuita no exterior e ingressos para eventos internacionais.

No fim de 2024, o BTG Pactual já tinha lançado o cartão Ultrablue para clientes com mais de R$ 1 milhão em investimentos e que, entre os benefícios, permite o acesso ao terminal exclusivo que o banco inaugurou no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

 

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